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Reflexões docentes

Bolsonaro: entre o cômico e o trágico

04/05/2020

Luiz Carlos Nascimento da Rosa
Professor do departamento de Metodologia do Ensino do CE - UFSM

Nos perguntamos, de forma séria, como é bom viver o mundo da política. A política pode resolver o problema do lixo em nosso bairro. A Política pode rever as crianças que não possuem comida. A política pode dividir o mundo da riqueza, colocando mais imposto para o rico. O pobre vive numa vila invasão que não tem água nem luz! Tudo é pirata na vida do sofrido pobre. Não tem comida, água, luz e a vida é sofrível. Com bons gestores na política gera-se Educação de qualidade, faz-se um esforço coletivo para divulgar a cultura Universal e cria políticas públicas para a inclusão dos membros da Classe Trabalhadora ter acesso ao ensino superior qualificado, com controle social e cria políticas urbanas, para os excluídos terem direito a moradias que deem dignidade para suas vidas cotidianas.

A conjuntura nacional que se instalou com o governo Bolsonaro está, na prática, dando o mau exemplo, defendendo governos ditatoriais e negligenciando a Educação em geral e, o Ensino Superior Público, com muita ênfase em cortes de verbas e resgatando práticas obscurantistas, apegando-se a paradigmas superados, no contexto da Ciência produzida através da História. Como um chefe de Estado é capaz de afirmar que as Universidades produzem excelentes militantes e não bons profissionais? Desconhecimento (ou projeto ideológico) da realidade da qualificação mundial de nossas instituições. Fazer apologia à continência é mais importante que indicar bons livros.

Para a falta de Cultura e o obscurantismo oficial, ser educado é saber fazer as operações básicas e ser um tarefeiro obediente no mundo do trabalho. Submerso na lógica liberal, da acumulação privada do mantra capital, extirpa-se os direitos da Classe Trabalhadora, que foram conquistadas a duros esforços no movimento social para dar um mínimo de dignidade para o mundo do trabalho. Como levar a sério e perceber sanidade mental num gestor público que acha normal morrer pessoas na pandemia do Coronavirus? Muda -se Ministros para satisfazer as insanidades do "Gabinete do Ódio". Os filhos do Presidente possuem coparticipação da Gestão do Estado.

Depois dos tempos da Ditadura militar, nunca se viu algo tão desastroso na dinâmica do poder. Independentemente da opção governamental, é impressionante o descaramento e a falta de vergonha com o nível de ignorância de um chefe de Estado. De forma escrachada negociam-se facilidades nas leis para facilitar o poder paralelo de organizações criminosas. No âmbito educativo, nunca se viu tanto mau exemplo e práticas que deseducam a nossa sociedade. Perseguição a todas as formas de vida que contrariam o fundamentalismo religioso que orientam a lógica dessa forma de poder. Uma coisa não podemos negar, infelizmente, que as insanidades dos governantes possuem aderência aos eleitores do governo.

Neste contexto podemos afirmar que o brasileiro "bonzinho" e multiétnico caiu por terra. Não se dando conta que estão perdendo direitos, seduzidos pelo discurso fascista, os eleitores de Bolsonaro demonstram que não querem melhorias para todos, isto sim, materializam, na prática, a forte herança escravagista de nossa formação histórica. O ‘supereu’ freudiano, de uma parcela da população, não é vida digna para todos; mas, sim, o desejo dessa parcela da população é estar no lugar dessa elite que coloca, na vida das relações sociais, o processo de discriminação e exclusão.

Depois que conquistamos a Democracia, seria impensável parte de nossa sociedade fazer manifestações a favor da Ditadura, intervenção militar e, pasmem, tendo o chefe de Estado como incentivador dessa barbárie política. Temos que concordar com Hannah Arendt que Política e verdade não combinam. A questão que fica é: depois de superar essa fase nefasta de nossa conjuntura, quantos anos levaremos para que tenhamos uma visão mais generosa sobre a vida? Segundo Antonio Gramsci, para construirmos um novo momento Ético Político devemos romper com essa ideia de senso comum que permeia nossa vida cotidiana atual. Para Gramsci se este ambiente rústico e fascista necessariamente deve ser reeducado.

Péssimos educadores transformaram o clã Bolsonaro e seus asseclas! Educar para a Generosidade e menos para o mundo das trocas é a contra-hegemonia necessária para que tenhamos a vida humana como primordial na vida social e política. Dia 3 de maio, Bolsonaro participa em ato contra os poderes instituídos e ameaça as instituições dizendo que chegou-se ao limite, claramente, defendendo a intervenção dizendo que as forças armadas estão ao seu lado. Para além das insanidades faladas, Bolsonaro está se tornando objeto de chacota internacional. Estamos vivendo entre o cômico e o trágico. Nas palavras de Shakespeare: "minha bondade é tão ilimitada quanto o mar, e tão profundo como este é o meu amor. Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos”.             



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