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Reflexões docentes

A escola, seus mundos, e o mundo complexo

17/12/2020

Luiz Carlos N. da Rosa e Juvelina Freitas Pôrto
(1) Professor da UFSM e (2) Servidora Técnico-administrativa da UFSM - UFSM

Luiz Carlos Nascimento da Rosa (1)
Juvelina Santos Pôrto (2)



As escolas, de nossos filhos e amigos, possuem muros. E, embora um muro seja sólido, não é capaz de inibir o que é possível de vir de fora. A escola fica longe de nossa casa, mas quer que sejamos afetivos e, de muitas formas, solidários. A escola não vive muito longe do âmago do espaço afetivo familiar. Sendo assim, também não se distancia dos muros de cada família.

A escola é um lugar ímpar de se lidar com a vida do conhecimento e das relações afetivas que comandam o nosso existir e nosso real da vida. Somos todos responsáveis por estas relações e como os seres humanos que se dão conta da importância dos fazeres e saberes que transitam, no interior, dos muros da escola, não podemos virar as costas para todo o complexo que se apresenta na vida. A escola não se resume no multiplicar ou saber qual a fórmula da água. A escola vai muito além do que é o saber racional.

O muro psicológico, da escola, quer que as crianças, adolescentes e adultos se revirem do avesso e se transformem num ser humano melhor. Mas quem somos para categorizar o melhor humano? Como classificar esta vida que perpassa diante de nosso olhar? A vida é uma relação complexa, ou um complexo de relações? Será possível limitar a vida em uma fala...

Diante de tantos muros físicos, psicológicos, sociais, de tantas falácias e facetas, tudo na vida produz uma metáfora, da mistura do ser humano, do seu amor e de seu discurso sobre o ambiente múltiplo da vida. E, sobretudo, também da vida escolar.

O que se deseja da escola, por vezes, pode parecer uma flor, que como uma pontiaguda rosa arrasa o nosso olhar entre pétalas e aromas. Tal botão combina com os aromas que vertem, capilarmente, do secreto segredo do mundo de tuas pétalas, de uma visão simplista de mundo. Mas a rosa, com seus espinhos arranha o rasgo de prazer do olhar atento do espectador, que consome o aroma e as cores como uma garganta sedenta.

Nossas crianças, enquanto seres humanos complexos, dotados de imaginação e sem a concretude da solidez dos nossos muros, falam e rompem a barreira do silêncio questionando o luar estético que é capaz de mentir sobre o meu, o teu e o nosso coletivo, filho da pluralidade social. Neste momento, nossos muros se agigantam, e muitas vezes calamos o promissor desabrochar de um ser complexo aberto a refletir e relacionar-se conforme a plenitude de sua essência humana. Nós somos como a vara que liga o ser e a produção de sua dor na masmorra exótica do castigar. Entre as correntes do aprisionamento do corpo e da alma, existe um estado de espírito que sacro ou profano busca uma razão para a vida, sem olhar, questionar ou analisar o que realmente busca.

Somos nós, os algozes de nós mesmos, com um simples, mas astuto olhar visceral. Mastigamos e comemos o gemer da possibilidade de um futuro andar. Embora nossos discursos sejam fundamentados e envolventes, os lábios não possuem liberdade para falar e transpor alguns muros. A complexidade do ser, do desejo social e do contexto imerso em cada espaço, cala a beleza da rosa através de seus espinhos. Enquanto seres reflexivos temos que buscar e sonhar com uma singular e ímpar vida, que contemple a característica complexa das relações. O ser humano, sua família e, portanto, sua escola não pode permitir que os muros da vida limitem o corpo e silencie a alma. O silêncio esconde as possibilidades e torna-se o muro mais infiel ao próprio crescimento do ser.

(1) Professor do departamento de Metodologia do Ensino da UFSM
(2) Técnico-administrativa em Educação. Mestranda em Políticas Públicas e Gestão Educacional

 



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