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Sem retrocessos ao mundo do trabalho

Por:  Diorge Alceno Konrad*

Em 7 de outubro, em Brasília, realizou-se a reunião do Setor dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). No último dia 8 ocorreu a Plenária dos Servidores Públicos Federais, com professores de 1º, 2º e 3º graus e técnico-administrativos das IFES, entre outras categorias.

Afora o corporativismo e o divisionismo sindical que têm marcado esses encontros e o debate sobre a reposição salarial para 2007, sobressaiu a análise de conjuntura pós-eleitoral. Há os que defendem dois projetos em disputa para o segundo turno: entre o neoliberalismo privatista e o desenvolvimentismo nacionalizante; outros afirmam não existir diferença entre as duas propostas, ambas submissas ao capital especulativo. Em decorrência, a defesa do voto crítico ao projeto menos nefasto para o País e o voto nulo.

Resta-nos a escolha consciente e individual entre as duas propostas em curso ou a alternativa "crítica" da anulação do voto. Neste, despolitizados, corremos o risco da opção pela mutilação ainda maior da limitada democracia que temos e uma possível ampliação do tratamento da luta popular e dos movimentos sociais como ''caso de polícia''.

Por outro lado, independente do resultado eleitoral, resta aos trabalhadores, tanto públicos como privados, a luta contra projetos de reformas sindicais que desarmam as entidades para enfrentar reformas trabalhistas que visem à retirada dos direitos históricos conquistados.

Entra na ordem do dia, também, a denúncia sobre a revogação de ações judiciais, mesmo já tendo transitado e julgado, bem como as preocupações em torno da carreira (com o perigo da retirada de direitos), as propostas de inclusão no orçamento para 2007 de reajuste salarial e o aumento de verbas para o pagamento de custeio e para a ampliação das Universidades Públicas.

Nós, docentes das Universidades Federais, queremos um orçamento sem a lógica do superávit primário, a qual drena imensos recursos para o capital financeiro. Para isso, é necessário um projeto de desenvolvimento, com nova política econômica, no qual o investimento em ciência, tecnologia e educação deve ser a base para a construção da soberania nacional.

(Publicado no jornal Diário de SM do dia 16.10.2006)

* SEDUFSM



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