Artigos

É Natal

Por:  Júlio Cezar Colvero*

Eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Assim, no testemunho de João Evangelista, manifestou-se Jesus Cristo, nos dando a exata dimensão da sua divindade. O governador maior do nosso mundo, na sua palavra, nos concede a crença infinita de paz e amor incondicional, enchendo-nos de forças espirituais no cumprimento de nossa missão.

Creio firmemente, que a presença do Salvador, é comemorada todos os dias, mas como há uma data específica, que a todos enleva, hoje nós também a reverenciamos. As bênçãos, nós a recebemos todos os dias. A humanidade em geral, em grande parte de nosso planeta, transmutou a idéia de louvor, em aspectos materiais, realçadas pela freqüente alusão comercial da data. Muitas vezes, pessoas lamentam com mais fervor, seus problemas, o que pode levá-las ao desencanto.

As mentes puras, dos simples, vêem com amor, simplicidade, além de humildade, a passagem desta efeméride. Vem-nos à mente, uma situação real, em que algumas crianças, no desejo de receberem presentes, prepararam seus ninhos, enfeitaram-nos com as coisas disponíveis na região inóspita e rural onde viviam.

Colocaram os ninhos, ao redor de frondosa árvore e dormiram com seus sonhos e desejos. Qual não foi a surpresa, que ao levantarem-se, viram os ninhos vazios, e apenas as folhas ali colocadas estavam prenhes de brilhante orvalho. Ao mostrarem à sua mãe, decepcionadas as crianças, dela, mulher rude, mas de visão cultural e religiosa lhes disse: - Meus filhos, quanta graça recebemos, vede o orvalho que brilha e enche-nos de bênçãos espirituais.

A seguir, joelhos prostrados, começa a ladainha, e juntos, todos louvam o Senhor. Por tudo isso, creio que nesta data sublime, na passagem de tantas apresentações de júbilo, possamos acreditar em menos volúpia no uso dos bens públicos. Creio que os parlamentares do meu país se conscientizarão de sua missão primordial. Creio e espero que o egoísmo e a maldade não sejam os principais símbolos, de quem tem o privilégio do conhecimento avançado, e que todos os que convivem, possam simplesmente, ser considerados como irmãos.

Creio que os que pedem auxílio, ao verem desmontar-se suas casa pelo uso ou pela inclemência do tempo, recebam, mormente, do poder público, mais atenção e que os recurso desperdiçados na distribuição clientelista - retornem esses que nada ou pouco fazem - retomem o canal da justiça e do direito.

Creio, que Verdade, será a palavra mais visível de todas que de alguma forma detém. Creio que a benemerência, ou a caridade, sejam manifestadas sem alarde, e atinjam os que realmente necessitam. Creio que meu coração e dos que comigo convivem possam encher-se do mais sublime amor e que possamos espargi-lo ao nosso derredor. Natal, que seja renascer para todos, com as bênçãos do Senhor. É Natal.

(Artigo publicado no jornal A Razão do dia 26.12.2006)

* SEDUFSM



Compartilhe com sua rede social!

© 2017 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet