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O movimento sindical docente e os desafios de 2005

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

A SEDUFSM completou quinze anos de lutas em defesa dos interesses dos docentes da UFSM. Foram tempos de conquistas que tem orgulhado a todos. O ano de 2005 que se avizinha traz consigo uma série de embates, tão grandes quanto aqueles até agora enfrentados. A categoria estará tratando da reforma sindical e trabalhista, além da conclusão da reforma universitária. Neste sentido os docentes têm dois grandes desafios: repensar a universidade e escolher seus novos dirigentes, na perspectiva de construção de uma “Nova Universidade”.

Repensar o projeto “Nova Universidade” significa: reconstruir a história da UFSM, as bases teóricas que as constituíram e seu processo evolutivo; oportunizar a indispensável contribuição de ex-dirigentes da instituição e do movimento sindical docente. Construir um espaço privilegiado para avaliar os avanços da instituição e suas perspectivas futuras. Não seria apenas a reconstituição do passado, mas acima de tudo, apontar as linhas mestras da construção de um novo projeto de universidade. Refletir e redefinir os rumos da UFSM e, quem sabe, recuperar a ousadia dos sonhos que a projetaram para o Brasil e para o mundo.

Participar da escolha de dirigentes da UFSM na perspectiva de construção de um novo projeto de universidade significa, neste momento em que se desenvolve o processo de reforma universitária, buscar a oportuna e necessária recuperação da democratização da Universidade, interrompido pela fórmula 70/30, quando a comunidade universitária já havia aprovado e vivenciado o princípio da paridade na década de 80. A fórmula atual, 70/30 não motiva funcionários e alunos a participar do processo eleitoral. Ao contrário, não só inibe como humilha. Afronta a democracia e consagra o princípio da desigualdade, uma vez que o voto de um docente equivale ao voto de setenta estudantes ou ao voto de doze servidores.

A paridade é fundada no princípio da eqüidade, nela o voto de um docente equivale ao voto de doze estudantes ou ao voto de dois servidores. O voto paritário estimula a participação e dá maior legitimidade aos futuros dirigentes da instituição. Restabelecer a paridade não é tão somente um ato de resgate, mas acima de tudo, uma questão de princípio e respeito a todos os que compõem a comunidade universitária.

Como o atual projeto de reforma universitária já indica eleição direta para reitor deixando a cada instituição o estabelecimento do peso de cada categoria, nada mais justo do que recuperar aquilo pelo qual as entidades já haviam deliberado em suas assembléias.

O movimento docente historicamente tem defendido, retoricamente, a democracia e, nesse momento não seria coerente negá-la na prática dentro da própria casa. Num processo democrático para escolha do Reitor e Vice-Reitor da UFSM, na nossa avaliação, os votos devem ter o mesmo peso (voto paritário). Neste sentido a SEDUFSM conclama a todos a participar dessa discussão, para avaliar o processo e deliberar sobre esta proposta e decisão de Assembléia Geral dos docentes será encaminhada por sua direção.

* SEDUFSM



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