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Alerta máximo

Por:  Maria Beatriz de Morais Carnielutti*

O relatório do International Pannel Climate Change, órgão da ONU - com 2.500 pesquisadores do clima de 153 países – apresentado em 02 de fevereiro deste ano, em Paris, declarou que nosso planeta está esquentado de modo mais acentuado do que os cientistas esperavam. A temperatura média da Terra, que era de 13,78º C a um século, hoje é de 14,50º C e, em 2040, se a poluição continuar aumentando, poderá passar de 15º C e atingir 16,5º C até 2100, mesmo que, as emissões de poluentes se estabilizem.

E de quem é a culpa? Nossa. Por quê? Porque o efeito estufa é causado pela emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo, além dos incêndios florestais, ou seja, pelo lançamento na atmosfera de gases como CO2, cuja produção é intensificada pela ação humana.

E o que isto pode significar para nós? Sede, porque as regiões mais secas terão menos precipitação de chuvas, fome, porque teremos quebra de safras, miséria, inundações, porque o derretimento de geleiras elevará o nível dos mares, furacões e extinção das espécies porque boa parte da fauna e da flora não conseguirá se adaptar às mudanças climáticas.

O físico americano James Hansen, um dos maiores especialistas em clima do mundo, diretor do Instituto Goddard de Pesquisas da NASA, é categórico: “As conseqüências do efeito estufa serão tão ou mais poderosas, a longo prazo , que a maior explosão atômica de que se tem notícia”.

Portanto, não se trata de alarmismo de ambientalistas, e sim de um sinal de alerta máximo para políticos, lideranças empresariais e todos os cidadãos que até então vêm adiando as medidas que já deveriam ter sido tomadas e colocadas em prática, há muito tempo, contra o efeito estufa, para que o planeta não fique inabitável nas próximas décadas.

Também segundo Hansen, “Se houvesse um Relógio do Apocalipse Ecológico, eu diria que faltam apenas dois minutos para uma catástrofe natural. É pouco, mas dá tempo. E a hora de mudar é agora”.

Então, mesmo que nosso atual estilo de vida seja profundamente afetado, é urgente que nos reinventemos para, pelo menos, garantir a nossas futuras gerações uma qualidade de vida no mínimo aceitável.

(Publicado no Diário de Santa Maria em 19.02.2007)

* UFSM



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