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A SEDUFSM e o 26º Congresso do ANDES

Por:  Diorge Alceno Konrad*

Vivemos uma importante conjuntura de reformas que têm enfraquecido as Universidades Estatais, através de parcerias público-privadas e de reestruturação da carreira docente dentro de uma lógica individualista. Esse processo se dá, ainda alicerçado em uma política econômica que privilegia o capital financeiro e que contraria investimentos em ciência, tecnologia e educação, voltados para os interesses nacionais e dos trabalhadores. Neste contexto, a SEDUFSM, se preparou previamente para contribuir com o debate, depois de cinco sessões de uma assembléia permanente, a fim de participar do 26º Congresso do ANDES, em Campina Grande – PB, entre 27 de fevereiro e 4 de março.

Entre as principais resoluções levadas à pauta do Congresso, nossa delegação defendeu: o aprofundamento do debate e o adiamento sobre a filiação à Conlutas (a nova organização dos trabalhadores que vai além do novo sindicalismo cutista, pois organiza a classe entre os movimentos sociais, os desempregados e os precarizados do campo e da cidade); a defesa paritária e isonômica na construção da carreira única entre ativos, aposentados e pensionistas; a luta por uma política de incentivo à pesquisa direcionada ao ensino técnico e tecnológico e; uma concepção de ensino a distância sem qualquer prejuízo ao ensino presencial e de qualidade.

Se a maioria do Congresso apoiou nossas propostas sobre a carreira docente e de políticas que incentivem a pesquisa, a filiação à Conlutas e a contrariedade ao Ensino a Distância e a chamada Universidade Aberta, bem como a defesa de políticas afirmativas, mas contrárias a políticas de cotas, entre outros, marcaram as resoluções finais.

Como definiu a Carta de Campina Grande, os professores defrontam-se com uma conjuntura ameaçadora na qual a educação, como política pública, é atacada pelas reformulações do interesse do capital que busca um Estado a seu serviço. Desta compreensão, o Congresso se posicionou contrariamente ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por considerar que este aprofunda ataques aos direitos dos trabalhadores e agrava o endividamento e a dependência do país.

Além disso, definimos que a centralidade da luta em 2007 será participar da reorganização e unificação da classe trabalhadora para garantir direitos e avançar na conquista de melhores condições de vida e trabalho. Queremos o fortalecimento da universidade pública com financiamento estatal, com valorização do trabalho docente e recomposição salarial, em defesa da aposentadoria e dos direitos sociais, sindicais e trabalhistas.

Discutimos, concordamos e divergimos no ambiente rico das idéias. Que este espírito continue fortalecendo a unidade em torno da SEDUFSM, referência regional do movimento sindical para a luta dos docentes.

(Artigo publicado no jornal A Razão de 19/03/2007)

* SEDUFSM



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