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Eleições na UFSM: posição da SEDUFSM

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

Como dirigente da SEDUFSM, entendo como legítimas e salutares as reuniões que vêm se desenvolvendo para constituição de candidaturas aos cargos de Reitor e Vice-Reitor da Universidade Federal de Santa Maria.

Nesse contexto, queremos promover uma reflexão profunda sobre a universidade e seu futuro, a curto e a longo prazo. Para tanto promoveremos neste semestre, conforme o planejamento da gestão, dois seminários: o primeiro, repensar a UFSM I (1960-1973), pretende refletir sobre as origens, constituição e consolidação da UFSM, a partir de uma análise do projeto “Nova Universidade” e da gestão do Reitor José Mariano da Rocha Filho; o seminário repensar a UFSM II pretende promover um debate com os ex-Reitores com o propósito de analisar o desenvolvimento da UFSM, seus problemas e seus êxitos, em dois momentos, um no período de 1974-1985 que se desenvolve ainda dentro do período da ditadura e outro no período 1985-2005, que se desenvolve a partir da “Nova República”. Um terceiro seminário será realizado no segundo semestre com o propósito de analisar a possibilidade de construção de um projeto de longo prazo, cujas diretrizes delineadas venham assegurar um futuro promissor para nossa instituição.

No que diz respeito às eleições para Reitor, pretendemos promover debates com os candidatos, com o intuito de conhecer seus projetos de gestão, assim como suas posições no que diz respeito à reforma universitária.

No que se refere à reforma universitária, os estudos e debates desenvolvidos desde o início de 2004 terão continuidade, acrescidos de uma reflexão sobre uma possível “estatuinte” que venha se instalar a partir da aprovação do projeto de lei que define a Reforma Universitária. Como é de conhecimento público, um processo estatuinte já tramitou no Conselho Universitário, alguns anos atrás, a partir de estudos, inicialmente elaborados pelo professor Sérgio Pires, e cuja tramitação foi suspensa em função da anunciada Reforma Universitária.

Por fim, entendemos que do ponto de vista ético não cabe à SEDUFSM bancar candidaturas, o que não quer dizer que vá omitir-se do processo. Historicamente, o sindicato tem defendido o princípio da paridade e continuará a fazê-lo, desde que assim a sua assembléia, instância máxima da entidade, o mantenha. Tem sido consensual que o princípio da paridade é mais justo na medida que estabelece uma eqüidade entre os três segmentos. Ao contrário da fórmula 70% – 30%, elitista e desestimulante, tanto para funcionários como para alunos.

* SEDUFSM



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