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Jorge, a bandeira nacional

Por:  Júlio Cezar Colvero*

O pavilhão nacional, há anos, tremula às margens do Arroio Lobato no local, também chamado de "Baldissera". Graças ao ‘Jorge Antônio Paula dos Santos’ - o guerreiro dos Santos- como se autodenomina. Convivo com o "Jorginho das Candongas", como o chamo, há mais de vinte anos. Leal e honesto partilha conosco do acendrado amor aos símbolos nacionais.

Acompanhado de sua companheira Malvina, é o guardião do recanto onde florescem, não só os ipês, mas centenas de outras árvores. Já esmaecida, a atual bandeira, espera a incineração ritualística, para ser substituída por novo estandarte. O importante é frisar que o exemplo frutificou e outros moradores, já neste ano hastearam nosso símbolo maior, na chamada rua Santa Tereza. É, pois brilhante a manifestação patriótica gerando sentimento de nacionalidade.

Diante do desconforto causado pelo Senado Federal, em que os mesquinhos interesses corporativos se apresentaram com obviedade, a manifestação de amor à Pátria é de alento e conforto. Ficou evidente o entrelaçamento dos membros do Executivo com o Congresso, e neste caso, o Senado. Além deste, atinge o Legislativo e parte de outro poder, o Judiciário. Ora, a independência dos Poderes fragiliza-se, com uma unanimidade que cheira a uma "Ditadura Virtual".

É alarmante a contradição quando o Presidente da República, no Congresso do PT, diz que ninguém lhes ensinará ética, patriotismo. Sem sombra de dúvidas, o objetivo foi alcançado com a bancada da "perfeição", abstendo-se de votar e com os votos baseados não se sabe como em outros aliados, com o mesmo naipe.

Peço desculpas ao Jorginho das Candongas, como paternalmente o chamo por entrelaçar nessa crônica o assunto em destaque público. Assim o fiz, para que pensemos que os humildes têm fé, amam o país e seus símbolos, não pactuando ou aceitando interesses exclusos. Não poderia deixar de nomear o Hamilton, vizinho e companheiro de todas as horas, vigilante e permanente, e às vezes auxiliando aos vizinhos numa solidariedade sem igual, numa tarefa aproximadora e de conforto. O povo do interior, das regiões rurículas acompanha diuturnamente, os noticiários do país e estão cada vez mais conscientes de sua ação patriótica e de seus deveres e direitos. Entre estes está o respeito que todos os brasileiros merecem. O Pavilhão Nacional, a Bandeira do Jorge, tremulará sempre.

(Artigo publicado no jornal Diário de Santa Maria de 20 de setembro de 2007)

* SEDUFSM



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