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Carta aos 18 anos

Por:  Diorge Konrad e Fritz Nunes*

Represento os docentes da UFSM. Aqueles que entendem a importância da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade, Estatal e Socialmente Referenciada. Aqueles que compreendem o movimento sindical como forma legítima de defesa de uma categoria e de defesa da Instituição que queremos cada vez mais pública e transparente.

Nos meus 18 anos, herdei a tradição de luta dos tempos em que nos organizávamos como associação, quando os ditadores nos impediam, como a todos os companheiros do serviço público, de nos organizarmos em sindicato.

Sinto-me jovem, mas com maioridade para defender a democracia, a solidariedade, a igualdade social e o compromisso com a educação superior. Mas sinto-me insatisfeita por não termos acesso universal à educação universitária.

Nasci em 7 de novembro de 1989, com cerca de 100 professores que me criaram. Hoje tenho mais de 1.200 filiados que me constituem, mas uma profunda dor pela perda de meus filhos queridos, que tanto me defenderam, como Sérgio Pires, Joel Abílio Pinto dos Santos e Atílio Rossatto, entre outros.

Mas quero que eles saibam que seus projetos coletivos e suas heranças se fazem cotidianas no pensar e repensar da Universidade; se fazem forja daqueles que não deixaram suas bandeiras caírem e içam a minha no mastro mais alto e imaginário possível; se fazem resistência pela Instituição Federal de Ensino Superior e pela UFSM pública e gratuita; se fazem compromisso com o ensino, a pesquisa e a educação para toda a sociedade; se fazem ética na condenação dos desvirtuamentos de interesses particulares e privados na condução dos bens públicos.

Quero viver muito! Por isso sei que derramarei outras lágrimas por perdas que virão. Mas me orgulho de minhas conquistas, um patrimônio das organizações de classe de Santa Maria e de meu pai, o ANDES-Sindicato Nacional.

Entre greves, reuniões, mobilizações, atividades sócio-culturais e defesas de interesses econômicos de minha categoria, cresci e me tornei uma parede, uma reserva para que outros se juntem a mim, a fim de que continuemos a marchar, pois como já disse o poeta, o caminhar se faz caminhando. Vida longa para mim, a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria, a SEDUFSM.

(Publicado no Diário de Santa Maria em 28.11.2007)

* SEDUFSM



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