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Servidores Federais e a CPMF

Por:  Maria Beatriz de Morais Carnielutti*

Uma das primeiras medidas que o governo provavelmente tomará após a não aprovação da CPMF pelo Senado Federal na sessão de 12 de dezembro de 2007, aliás “uma das mais históricas sessões, pela teatralidade sucessiva na tribuna, um grande baile de máscaras”, Paulo Santana – Zero Hora de 14 de dezembro de 2007 - será deixar os Servidores Públicos da União sem aumento. Evidentemente deverão ser premiados os servidores civis do executivo que não estão “enquadrados” em nenhuma carreira considerada de estado.

Não somos defensores desta contribuição, embora tenhamos o entendimento que dentre tantos impostos, taxas e contribuições a que estamos sujeitos ela é a mais abrangente e a menos cruel e seu propósito é o mais nobre. No entanto, os servidores públicos civis não poderão arcar com mais esta conta. Estamos exauridos financeiramente. Portanto, já quitamos a nossa dívida.

Há muito tempo, não temos uma reposição decente e muito menos um reajuste justo. Mesmo assim, temos que continuar honrando nossos compromissos.

A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior - ANDES, Sindicato Nacional - passou o ano de 2007 participando de mesas de negociações com representantes do governo na tentativa de estabelecer uma proposta mínima aceitável de recomposição salarial, para os professores das Instituições de Ensino Superior, que contemplasse a categoria como um todo. Por fim, há poucos dias, o governo apresentou, fechou e acordou uma proposta que teve o aval do PROIFES e da CUT e em seguida, alardeou que os docentes teriam índices de até 69% de aumento, no período 2008-2010, deixando de informar que este índice atingiria apenas alguns professores ao final do período acordado. Agora, certamente, nem isto mais ocorrerá.

(* Publicado em A Razão, 24.12.2007)

* UFSM



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