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O Jornal

Por:  Ester Wayne Nogueira e Maria Beatriz de Morais Carnielutti*

Acreditou-se que o jornal pereceria com a popularização da Internet. Porém, o contato com a matéria escrita, o folhar o papel, o colocá-lo embaixo do braço e levá-lo para ler no banco da praça, o pegá-lo embaixo da porta ou buscá-lo na caixa de correspondência é um ritual que acompanha várias gerações. Faz parte do nosso cotidiano, assim como comprar o pão, ir à feira, tomar cafezinho. Sou uma aficionada em jornal.

Mesmo que digam, que a vida útil destes amigos é de 24 horas, até a saída da próxima edição. Normalmente, dou-lhes uma sobrevida. E, não tenho me decepcionado. Recorto e arquivo com carinho. Olhem o que eles me dão em troca quando abro o arquivo, e muitas vezes vejo seu sorriso maroto. Zero Hora, 24 .10.1999, p.6, de Sérgio Gobetti, “Cálculos técnicos do IPEA e do BNDES feitos na gestão do ex-ministro Luís Carlos Mendonça de Barros indicam que cerca de R$ 400 bilhões foram desviados da Previdência desde a unificação dos institutos de aposentadoria e pensão do INPS, em 1966.

De suas origens até meados dos anos 90, o sistema previdenciário sempre operou no positivo, entrando em vermelho apenas entre 1994 e 1995 .” Na mesma página de ZH, no dizer de Rosane de Oliveira: “O estudo não foi divulgado por um deputado de oposição nem por uma confederação de funcionários públicos, mas por um tucano que acompanhou o trabalho sentado na cadeira de presidente do BNDES. Seu nome Luís Carlos Mendonça de Barros um dos ministros mais próximos do presidente Fernando Henrique Cardoso, até ser derrubado por um grampo telefônico. Longe do poder, ele aconselha: “O mais sério seria o governo reconhecer que meteu a mão no dinheiro da Previdência.”

Cinco anos se passaram e a Folha de S.Paulo, 14.11.2004, p.B3, Marta Salomon, “O Brasil continua tendo regras muito benevolentes de aposentadoria, e as reformas foram até aqui muito tímidas, afirma estudo recente publicado pelo IPEA, vinculado ao Ministério do Planejamento, com as linhas gerais de uma nova reforma da Previdência Social.” Vejamos parte do estudo: “O texto propõe ainda, como forma de cortar os gastos públicos, reduzir o valor dos benefícios pagos a idosos e a portadores de deficiências de baixa renda 70% ou 80% do valor do salário mínimo.” Acho que não é necessito dizer mais nada, não é? A não ser que a PEC Paralela da Previdência está sendo votada em prestações. Vejamos!

* SEDUFSM



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