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Dois Anos de Compromisso e Resistência

Por:  Diorge Alceno Konrad*

Após dois anos de mandato à frente da SEDUFSM chega ao fim o período da Gestão Resistência e Compromisso, firmada na continuidade e renovação da diretoria anterior. Neste biênio, rico em atividades sindicais e acadêmicas, nossa entidade esteve em várias lutas pela universidade pública, gratuita, estatal, de qualidade e socialmente referenciada e por um sindicalismo independente de governos ou administrações universitárias.

Comprometemos-nos, em junho de 2006, dentro de uma conjuntura ainda desfavorável para os trabalhadores e os movimentos sociais, a realizarmos alianças com outras categorias, defendermos a valorização docente e uma sociedade justa e igualitária para os brasileiros. Estivemos comprometidos com um projeto de Universidade alicerçada no desenvolvimento nacional soberano, em que o conhecimento e a ciência fossem instrumentos políticos, sociais e culturais para uma sociedade e um ensino superiores realmente democráticos. Pensamos, sob o ponto de vista político e ideológico, que este compromisso se manteve.

Resistimos em defesa da autonomia e de uma reforma universitária que apresentasse novos conteúdos contra os discursos individualizantes e privatizantes. Cotidianamente nos contrapomos a todas as lógicas de mercado no interior da Universidade Federal, fossem elas vindas das fundações de apoio, fossem por projetos internos ou de governo que colocassem em risco as instituições públicas. Por nossas posições firmes, sobretudo em torno da monocultura de eucaliptos, as fundações e a forma de Reestruturação do Ensino Superior, recebemos um “interdito proibitório” e ameaças especificadas através de mensagens como “não esqueça que a tua hora vai chegar”, mas não nos dobramos diante delas, pois a nossa trajetória é de lutas e não de submissão aos centros de poder do momento. A história nos julgará sobre isso.

Unimos-nos aos técnico-administrativos e ao movimento estudantil, bem como a outras organizações sindicais contra diretrizes de reformas que visam enfraquecer a resistência sindical, a fim de impor reformas trabalhistas que objetivam retirar conquistas históricas dos trabalhadores.

Lutamos pela unidade da categoria, entre ativos, aposentados e pensionistas, bem como entre graduados, especialistas, mestres e doutores, na continuidade da formulação de idéias e ações que valorizassem a educação superior e a carreira docente, bem como o ensino, a pesquisa e a extensão. Tudo isso sem nunca tergiversar sobre entidades ilegítimas criadas em gabinetes ministeriais nem vacilar sobre os ataques divisionistas no seio dos professores universitários.

Enfim, estivemos ao lado daqueles que defendem uma Universidade que passa pelo pensar, pelo decidir e pelo agir de forma coletiva e com base nos valores éticos e morais, que cada vez mais se fazem necessários, engajados nas transformações e mudanças exigidas pela nossa sociedade e comprometidos com a luta histórica do movimento docente.

(Artigo publicado no jornal A Razão no dia 2 de junho de 2008)

* SEDUFSM



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