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A construção da Unidade Docente

Por:  Sérgio Alfredo Massen Prieb*

As eleições para a Diretoria da SEDUFSM e para o Conselho de Representantes realizadas nos dias 13 e 14 de maio últimos confirmaram a vitória da chapa “Unidade Docente”. A proposta teve apoio de ex-presidentes, de fundadores de nosso Sindicato e com um significativo apoio dos aposentados, a nova Diretoria tomou posse juntamente com o Conselho de Representantes no dia 4 de junho último, com o compromisso de dar continuidade ao trabalho da diretoria anterior.

Composta por um grupo de professores bastante heterogêneo em termos de preferências ideológicas e partidárias, o que une os membros da nova Diretoria é o compromisso com o fortalecimento do movimento docente, que só ocorrerá através da unidade de nossa categoria em torno de nossas entidades representativas, a SEDUFSM e o ANDES-SN.

A divisão do movimento docente só interessa ao governo federal, e não é por menos que este tem sido o mentor da construção de uma entidade paralela que nos últimos anos é recebida pelo governo Lula como se fora legítima representante dos professores das IFES. Como o atual governo é formado por muitos ex-dirigentes de sindicatos de trabalhadores (estando muitos destes hoje agindo a serviço do capital), sabem muito bem como enfraquecer uma categoria, ferindo sua única força: a unidade de ação.

Assim, em nome de nossa categoria, esta entidade paralela negocia, faz acordos e, desta maneira, confunde e contribui para a desmobilização do movimento docente, sendo participante de várias reuniões em que o ANDES-SN sequer é convidado. Um exemplo dessas negociações sem o apoio da categoria pôde ser observado na recente questão do ‘Termo de Acordo’ assinado com o governo federal (que transformou-se na Medida Provisória 431/08) e que não contou com o apoio do ANDES-SN e nem da maioria das assembléias gerais realizadas em todo o país, inclusive a da SEDUFSM.

A rejeição ao ‘Termo de Acordo’ se deu não por uma “má vontade” da categoria e do sindicato com o governo federal, mas sim, por estabelecer reajustes diferenciados (que divide ainda mais a categoria), além de que parte dos professores terá nos próximos anos reajustes abaixo da inflação.

A grande tarefa da nova diretoria é denunciar todas as tentativas de privatização da educação pública brasileira, seja nas mais diversas formas, e combater a mercantilização da educação, pesquisa e extensão em que as fundações ditas de apoio tiverem um efeito danoso. Para tanto, convidamos todos os colegas, mesmo os que não votaram em nossa chapa, a contribuir para defender a universidade pública, estatal, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, e fortalecer nossa entidade máxima, o ANDES-SN.

(Artigo publicado no jornal A Razão no dia 30 de junho de 2008)

* UFSM



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