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Crônica de uma morte não-materializada

Por:  Fabiane Tonetto Costas*

Os impasses gerados pelas complexas relações que vêm se estabelecendo no mundo do trabalho certamente não são indiferentes ao movimento docente (MD). Pode-se dizer que tem sido um grande desafio a proposição de articulações no interior do movimento sindical, pois se observa uma política governamental que prevê e implementa um projeto de universidade cada vez mais distante daquele historicamente defendido pelo MD.

Em termos locais, assumiu-se a seção sindical (2008) com o registro sindical suspenso, porque devido ao vultoso impacto na arrecadação, houve considerável dificuldade na luta em favor das pautas relativas ao movimento, desde a discussão sobre a carreira, perpassando as mudanças que afetam a universidade hoje e as novas formas de flexibilização do trabalho que afetam diretamente a categoria.

Mas, após uma demanda política e judicial, no dia 5 de junho do corrente ano recuperou-se nosso registro e agora de FATO de DIREITO o ANDES é o nosso único e legítimo representante. Assim, fazer parte desta história é motivo de orgulho e responsabilidade. Orgulho, por fazer parte de uma seção sindical, base de um sindicato nacional que congrega mais de 70 mil filiados, considerado um dos maiores da América Latina e, que, tem identidade com as causas sociais; identidade com as questões que atingem o movimento docente como um todo e em todas as Instituições de Ensino Superior e, ainda, responsabilidade, pois estar identificada com estas causas produz a necessidade de jamais relegar ao olvido, ao descaso, ao esquecimento, o compromisso de resistir a tudo que afronte, minimize, precarize a Educação como um todo e a profissão ‘professor’ de modo especial.

Portanto, compor este sindicato é ter como interesse maior os ganhos sociais, políticos, salariais e da carreira, congregando e arregimentando esforços na defesa dos direitos de trabalhador, pois entendo que somos trabalhadores da, na e pela educação. E, enquanto apostarmos nas causas que emancipam o outro podemos nos encarar como parte do humano que se constitui no coletivo. Logo, para quem apostava no fim da história e particularmente no fim desta história só posso destacar que estamos mais vivos do que nunca e desejar: Vida longa à SEDUFSM!

(Publicado no Diário de Santa Maria de 17.11.2009)

* UFSM



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