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Trabalhadores do Brasil!

Por:  Júlio Cezar Colvero*

Com esta manifestação pela 1ª vez, sobre um vagão da ferrovia, na década de 30, Getúlio Vargas saudou o povo brasileiro. Isto eu ouvi do maquinista que conduziu os revolucionários de Sorocaba a São Paulo, evento este quando a estação Central da Sorocabana estava em fase de acabamento.

Comemorar o 1° de maio, dia do trabalho, dia dos trabalhadores, tornou-se um fantasma excludente. Veja-se a privatização do Estado, chamado de mínimo, fazendo com que as diferenças se acentuem. Recordo-me das palavras do Cel. Floriano há 50 anos quando comparava as faixas de renda do país. Três linhas paralelas identificavam o percentual de comparação. A 1ª ao alto, larga, identificando a camada mais rica; a 2ª, fina, espremida, mostrando a classe média; e finalmente, a mais baixa, também grande, indicava a de menor poder aquisitivo. Ora, o que se vê, na 2ª faixa, passa a desaparecer, alargando-se as demais. O Estado agora, mínimo, transfere à iniciativa privada os paradigmas mínimos dos requisitos essenciais.

Quando apequena-se o setor público e se remunera mal, ou insuficiente, o Estado enfraquece, torna-se tíbio, quase inexistente. Justamente os setores públicos mais prejudicados – os da saúde, da educação, em todos os níveis, a estiolação diferenciada dos grupos de atividades estatais é preocupante. Quero incluir as Forças Armadas, com promessas não cumpridas, distanciarem-se cada vez mais em termos de remuneração de outras atividades formadoras do estado, íntegro, independente, harmônico e seguro. Para cumprir a Constituição, já amarfanhada, dividida, relativizada, oferece-se ao funcionalismo em geral 0,1% - zero vírgula um por cento.

Um quadro estatal fraco, com a sua Carta Magna, inclusive pelo Tribunal Constitucional, ao referir-se ao artigo 5°, n° 36, ouvi no Supremo a palavra relativa, aludindo ao direito adquirido, por isso taxou-se os aposentados, com direito de não descontar mais para a previdência. Previdência esta que querem tornar geral, para amesquinhar ainda mais os pressupostos básicos do Estado. Impressiona-nos os esquecimentos de nosso povo, que em duas ou três décadas, esqueceram a nossa história.

Quantos sofreram punição ou morte por defenderem seu juramento frente ao Pavilhão Nacional, da Constituição em vigor no ato. Mas não é relativizado o esbulho, a falcatrua, a imagem distorcida dos problemas nacionais. Saúde, educação e segurança nacional não podem ficar afetos ao chamado superávit primário, que não é lembrado, quando se distribui benesses aos apanigüados do poder. Não esqueçamos: “MORREM HOMENS, NÃO MORREM IDEAIS”.

* SEDUFSM



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