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A união dos aposentados

Por:  Ester Wayne Nogueira*

Cheguei a pensar que estava vacinada, para não dizer que havia cansado de repetir o óbvio. A luta desenvolvida pelos aposentados para que o projeto do senador Paulo Paim venha a ser aprovado pelo Congresso está sendo o motivo da minha certeza, que é muito difícil ficar calada perante o desprezo e insensibilidade que se denota, por parte de, infelizmente, muitos políticos.

Esperava-se que deveriam utilizar seus cargos e fazerem jus aos votos que receberam para ocuparem este espaço do Legislativo. Esperava-se que fosse por eles defendida uma classe de idosos, que após trabalharem muitos anos, viram chegar a hora de se aposentar. Julgavam estes que a legislação que os amparava e os valores pagos lhe oportunizariam um fim de vida dentro do padrão que lhes foi possível e permitido por lei obter. A surpresa surge com o passar do tempo. Aqueles que tiveram a possibilidade de ter ingressado no novo século, ou que seus anos de aposentados foram encurtados por razões óbvias, seu companheiro (a) foram surpreendidos, no decorrer dos anos, com o achatamento de seus pecúlios. Num nítido motivo de aproximar as aposentadorias maiores a de menores valores.

A desculpa apresentada é a de sempre, o rombo da Previdência. Essa desculpa já foi muitas vezes debatida. Já foi provado que a previdência não é deficitária. Que fique na Previdência o que é da Previdência. Quem sabe se coloca na Assistência Social o que é da Assistência Social? Não vou aqui enumerar o dinheiro que foi desviado da Previdência para suprir outros gastos, que serviu para dar visibilidade para muitos políticos do passado e não vamos deixar de lado também os de hoje. Vamos ter que aprender a reclamar, exigir direitos e dar o troco àqueles que não nos respeitam. Não importa se somos aposentados ou inativos, fora da legislação, somos todos aposentados.

Os aposentados têm que se unir. A luta tem de ser de todos. Não só agora, mas sempre. O projeto do senador Paulo Paim precisa voltar a ser discutido. Vamos usar as eleições que deverão ocorrer em 2010 e pressionar, manter na mídia, não permitir que entre no esquecimento ou resolvido através Medida Provisória. A Medida Provisória não pode ser um “escapismo”.

(Publicado no Diário de Santa Maria de 30.11.2009)

* SEDUFSM



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