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Lula e o Sindicato

Por:  Ester Wayne Nogueira*

Estou há alguns dias em Florianópolis. Consegui fugir um pouco do calor, mas não da chuva. Aqui, ela também nos acompanha. Num final de semana de visita ao supermercado, resolvi dar um pulo no shopping. Almocei e depois pensei em cumprir minha obrigação de abastecedora. Olhei as horas: 12h30min. O que fazer o resto da tarde? Dei uma chegadinha na Livraria Saraiva e me deparei, bem na entrada, com uma grande oferta do livro "Lula, o filho do Brasil." A associação foi rápida, ir até ao cinema. Não deu outra, lá estava, "Lula, o filho do Brasil". Peguei uma entrada e fui.

Quando sentei olhei para os lados, só um casal estava aguardando. Ao terminar, éramos 17 pessoas. O filme narra a vida sofrida, humilhada e de grandes necessidades que sofrem nossos irmãos. O povo nordestino com uma sina de vida que sensibiliza cada vez que nos deparamos com a denúncia que já, muitas vezes, foi apresentada em vários outros filmes.

Com Lula e sua família não foi diferente. Porém, o que mais me chamou atenção, foi o Lula arredio a sindicato. Só aderiu após a morte de sua primeira esposa e do filho que nasceu morto. Segundo suas palavras, iria participar do Sindicato dos Metalúrgicos porque precisava "ocupar a cabeça". Foi convidado para concorrer na próxima eleição, como membro da diretoria. O presidente concorria à reeleição, o que vinha se repetindo há algum tempo. Lula descobre que era o "faz de conta", para ser dada uma resposta aos associados. O dirigente estava interessado em "otras cositas más”. Lula bate de frente, consegue apoiadores e, devia ter na manga algumas informações, empareda o então presidente e se candidata ao cargo: presidente do Sindicato. A sua indignação baseava-se na ausência de metalúrgicos nas assembléias.

Colocou como pauta e meta número um os interesses da classe. Lutava para que a categoria se organizasse para buscar essa meta. Os patrões deveriam sentir a força da categoria. E essa foi a grande importância de Lula à frente do Sindicato. Ele conseguiu reunir os metalúrgicos para a luta sindical e fez com que acreditassem que unidos alcançariam seus objetivos. Para a mim, a grande mensagem do filme é que o Sindicato, juntamente com seus associados, tem de lutar para atingir os objetivos da classe.

(Publicado no Diário de Santa Maria de 02.03.2010)

* SEDUFSM



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