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A luta com Unidade Docente

Por:  Rondon de Castro*

No final dessa gestão, a atual diretoria da Sedufsm nada tem de reclamar. Em todos os momentos, difíceis ou não, vividos pelo movimento sindical, nunca faltou disposição para enfrentar as adversidades. E foram muitas: a universidade pública entrou na alça de mira do governo e do MEC. Tentaram deslegitimar o nosso sindicato nacional, o ANDES e golpearam a Sedufsm, cortando intempestivamente o repasse dos recursos das mensalidades. Ao mesmo tempo, golpistas se aventuraram na tentativa de tomar irregularmente nossa representatividade sindical.

A Sedufsm, seção sindical do ANDES, se manteve graças ao apoio dos seus filiados, que passaram a depositar o dinheiro diretamente em conta corrente. Uma resposta merecida à arrogância daqueles que nos atacaram. Recuperamos a carta sindical, mantivemos as atividades normais de um sindicato. Não nos permitindo dar tréguas à defesa das conquistas da categoria, a luta pelos direitos surrupiados dos aposentados, pela universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. As contas da entidade, para tristeza de alguns, poucos infelizes, está plenamente equilibrada, o que nos faz acreditar que poderemos nos ater aos planos de uma sub-sede no Campus de Camobi. E aumentar ainda mais nosso contato com os filiados. Em nossas instâncias democráticas, desde as assembléias gerais da Sedufsm ao congresso do ANDES, garantiram a todos o direito de se manifestar. Nossas contas, abertas até para o denuncismo leviano, são transparentes.

A luta continua, companheiros! Vem aí uma série de pacotes legais que, se aprovados, poderão CONGELAR O SALÁRIO DO SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL por 10 anos, além de QUEBRAR A ESTABILIDADE e ferir profundamente o DIREITO DE GREVE. As três proposições não nos são dirigidas à toa. O governo, a base aliada e seus parceiros do movimento sindical, precisam calar a resistência. E enfrentar essa situação não se faz com atividades associativas, recreativas ou coisa do gênero: se faz com a participação de mais e mais professores no interior do sindicato. Se faz com “Unidade Docente”, construindo um futuro melhor para todos. Afinal, o otimismo de lutar pelo bem comum é o que nos diferencia dos outros.

(Rondon de Castro é professor do curso de jornalismo da UFSM e candidato a presidente da SEDUFSM pela chapa 01. Artigo publicado no Diário de Santa Maria de 5 de maio de 2010)

* UFSM



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