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O sindicato docente à beira da falência

Por:  Iberê Nodari*

“Salvar a ANDES e a SEDUFSM antes que outro sindicato ocupe definitivamente o seu lugar” é um dos emblemas da chapa de oposição nas próximas eleições da SEDUFSM. Quem não se lembra do filme “A Vida é Bela”? O ator Roberto Begnini representava um pai que em campo de concentração, armava fantasias e ocultava ao máximo a realidade para fazer com que o filho, criança, não percebesse o inferno.

Também em um ambiente de fantasia, a ANDES viveu com o registro sindical cancelado por quase sete anos, na insistência esdrúxula de se colocar também como sindicato da rede privada, já representada por outro sindicato. As eleições da SEDUFSM e da Andes ocorrerão simultaneamente. Na ANDES a inscrição de uma chapa de oposição foi novamente impugnada, fazendo com que o mesmo grupo que domina a ANDES há mais de trinta anos, mais uma vez concorra sozinho. Fruto destas manobras, nas nove maiores universidades, sete seções sindicais já se desfiliaram, representando o afastamento de mais de 20.000 professores, o que significa um rombo na massa crítica e na elite do pensamento docente.

Como no filme, o nosso sindicato vem blindando este cenário, escondendo o verdadeiro desastre. A prática sindical é viciada, manipulando informações, realizando assembléias de convocação dúbia, até durante as férias para garantir a menor freqüência - o regimento foi modificado na mais exígua destas reuniões, quando predominaram entre os escassos participantes, membros da Diretoria. As mensalidades foram levadas a um nível abusivo, o que tem intensificado o processo de desfiliação. A gestão financeira tem sido temerária, com repetidos avanços sobre um patrimônio financeiro que era destinado para construção de uma sede junto ao Campus, resultado de antiga decisão de assembléia. Tem havido até mesmo manipulação sobre o Conselho Fiscal, reanalisando contas que foram desaprovadas, através da montagem escandalosa de outro conselho para aprová-las.

A proposta da chapa 2 “ SEDUFSM para os professores” é mudar a ANDES por dentro, iniciando pela SEDUFSM, somarmo-nos as forças que ainda restam no movimento docente, resgatando a bandeira de uma das mais combativas instituições de representação de classe que já houve neste país.

(Iberê Nodari é professor do departamento de Engenharia Mecânica da UFSM. Candidato a presidente da SEDUFSM pela chapa 02)

* UFSM



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