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0,1% de reajuste é um desaforo!

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

O governo Lula tem se empenhado na divisão dos servidores públicos federais para poder impor sua política de arrocho salarial. Segundo o governo, 0,1% é apenas para cumprir a formalidade jurídica e que sua política salarial é de reajuste diferenciado por categorias para corrigir as distorções.

Entretanto, estamos assistindo o aprofundamento das distorções salariais, isto é, os aumentos diferenciados sempre favorecem as categorias que já têm melhor remuneração. Mas independente disto, se o governo quer efetivamente corrigir as distorções históricas nas diferentes categorias profissionais do serviço público, ele deve participar efetivamente das mesas de negociações, apresentando propostas concretas nesta direção. O que temos visto é um processo de protelação, onde o governo não apresenta propostas concretas e não se manifesta sobre proposta já protocoladas pelas diferentes categorias.

Os docentes da UFSM resolveram protestar contra a forma com a qual o governo esta tratando a questão do reajuste do servidor público. Nesse sentido foram colocados “cofrinhos” nos departamentos da UFSM para que os docentes pudessem recolher 0,1% do seu salário para, num ato público, os docentes devolverem à União o montante correspondente a um mês do reajuste. O movimento docente entende que 0,1% de aumento é deboche e por isso está, literalmente devolvendo na mesma moeda. Neste sentido, conclamamos a todos que façam seu protesto, devolvendo ao governo o seu deboche.

Achamos relevante também que as autoridades de Santa Maria que se reuniram em Brasília para comemorar o aniversário da cidade, pudessem se empenhar junto ao governo federal, do qual muitos são apoiadores, no intuito de que houvesse maior consideração com os servidores federais. Num momento de penúria para os cofres municipais, em que o alcaide local oferece tão somente 1% ao funcionalismo, um reajuste digno para servidores federais se refletiria na própria arrecadação de impostos da cidade.

E, se de um lado, os governos (seja o Lula e o de FHC) não recompõem as perdas salariais dos últimos anos, alvissareira é a notícia de que a Justiça Federal vem acatando pleito como o levantado pelo escritório Wagner Advogados, pedindo uma indenização pela ausência de revisão dos vencimentos do funcionalismo, que vem sendo negada há anos. Esperamos que as instâncias superiores também sejam sensíveis a esta reivindicação, que representa na prática um ato de justiça para com os professores e servidores.

* SEDUFSM



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