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Próximos passos na luta sindical

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

O ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes colocou a carreira docente como um dos temas centrais das suas intervenções. Para a entidade, a discussão da carreira está assentada no pressuposto da valorização da atividade docente e do projeto de universidade pública que deve ser construído. A proposta de carreira docente deve garantir o preceito constitucional da indissociabilidade entre ensino pesquisa e extensão; estabelecer os critérios para o desenvolvimento do docente na carreira e sobre a transposição da situação anterior para a situação nova, especialmente quanto aos docentes aposentados.

O principal desafio é fortalecer o Sindicato e torná-lo mais presente, próximo e enraizado entre os docentes. Isto exige ampliar a filiação dos docentes e expandir a presença do ANDES-SN em universidades criadas em nosso país. Exige também acompanhar o cotidiano dos docentes para sermos capazes de traduzir suas necessidades em pauta da luta referenciada em nossas estratégias mais gerais, assegurando sentido para o docente. Para tanto, busca-se a construção de trabalho coletivo, fortalecendo o trabalho das Secretarias Regionais, a atuação dos Grupos de Trabalho (GTs) e definindo um plano de lutas que explicitam nosso foco de ação.

A realidade e as análises do Movimento Docente nos autorizam a afirmar que haverá uma inflexão, que aponta para a urgente reaproximação com os docentes e toma como foco a luta pelo direito dos professores na disputa por um projeto estratégico de educação pública. As ações estarão centradas em três grandes eixos: 1) definir pautas e planos de lutas com as quais os docentes se identifiquem; 2) propiciar ações que promovam maior unidade entre setores do Sindicato, na perspectiva de ações unificadas em defesa do ANDES-SN, da valorização do trabalho docente e da educação pública; 3) a defesa do nosso Sindicato Nacional com ampliação das filiações e a organização de Seções Sindicais nas novas universidades. Essa inflexão deve servir para fortalecer os projetos relacionados com as lutas da nossa categoria e, ao mesmo tempo, deve contribuir com a luta mais geral da classe.

É necessário também, estruturar uma agenda de ações locais e nacionais durante o primeiro semestre de 2011 que associe a luta pela pauta de reivindicações à defesa da universidade pública, forçando o governo a negociar. Neste sentido, buscar acordo com as demais entidades representativas dos Servidores (SPFs) sobre uma pauta comum e uma agenda de lutas consensualizada, que unifique a campanha conjunta dos servidores públicos federais para 2011. Eis o nosso horizonte próximo.

(Publicado em A Razão de 04.01.2011)

* SEDUFSM



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