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As constantes ameaças

Por:  Júlio Cezar Colvero*

O ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes discutiu há pouco mais de uma semana, através de várias palestras e debates, os problemas enfrentados pela categoria docente, assim como as mudanças na área de ensino, especialmente no segmento universitário.

Foram apresentados projetos de mudanças. Um dos palestrantes trouxe à baila as modificações nos regimes de trabalho, insistindo na substância de suas argumentações. Desde o início não gostei do arrazoado, e preocupei-me porque me parecia estar isolado no raciocínio.

Para nosso gáudio, a grande maioria dos presentes rejeitou as idéias propostas. Essas medidas de alteração de regimes de trabalho, Previdência plena, juntando todos no mesmo patamar e outras medidas, tornou desconfortável o palestrante. A categoria está inquieta e apreensiva, pois, a Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade e Estatal está ameaçada em todos os seus segmentos. A discussão sobre a campanha salarial torna-se o centro de todas as alegações, já que há uma década não são obtidos resultados satisfatórios. É de bom alvitre dizer que outras categorias na mesma situação estão inquietas e descontentes.

O quadro do funcionalismo público em geral apresenta distorções, não equalizando carreiras essenciais ao Estado, além de manter diferenças significativas, principalmente em remuneração. Parece-nos que o tal de “Estado Mínimo” continua na mente dos outrora defensores do bem público. O princípio do público-privado, abraçado também pelos atuais detentores do poder se avolumam. A inquietação é enorme e chega-se ao cúmulo – de pesquisa publicada em jornal da capital – apresentar índices de opinião desejando governos fortes, de caráter ditatorial. No caso brasileiro, o percentual favorável chegou a 53%.

Dentre outras figuras explicativas dizem que os aposentados oneram as universidades, que as citadas, não compõem-se de funcionários públicos. Tudo isso avoluma-se com o desejo da tal “Previdência Pública”, destroçando carreiras. Onde pretendem chegar os “heróis” de ontem, apregoando o caos, dilapidando patrimônios nacionais, levando a profunda inquietação a “Todos” os níveis públicos? O que se vê pelos jornais e TVs é a corrupção galopante que não querem ver questionada ou apurada.

A campanha salarial do funcionalismo público continua em marcha e será acelerada continuamente, pois o “superávit primário” já não é explicação coerente com a que a Nação vê. “Morrem homens, não morrem ideais”.

* SEDUFSM



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