Artigos

SEDUFSM: muito feito e muito se fará

Por:  Rondon de Castro*

Durante mais de 20 anos, a rotina da SEDUFSM não se modificou: seja de onde venha os ataques à universidade ou ao docente, a entidade sempre manteve a mesma posição de defender o que é justo e o que é certo. Raramente as posições assumidas pelo movimento sindical se mostraram equivocadas. Houve reveses que se refletem na qualidade de vida dos docentes, sejam o arrocho salarial e/ou os eternos ataques do governo contra as conquistas e direitos adquiridos. Mas se houve recuos, fica a certeza que, sem a ação sindical, a situação seria bem pior.

A universidade mudou e a política para a educação é moeda de troca, que o governo negocia com o Banco Mundial vantagens econômicas e comerciais. A estratégia de abrir o país para o mercado mundial se contrapõe – pela visão neoliberal – ao desenvolvimento tecnológico próprio.

Ainda dentro dessa lógica, o próprio ensino superior voltado à pesquisa é colocado como irrelevante e submetido às políticas privatizantes. É o que sentimos quando o Hospital Universitário é ameaçado de ser entregue à gerência de uma empresa privada, ou quando a autonomia é atacada...ou quando o campus universitário é loteado em experimentações privadas, cujos resultados não são disponibilizados por exigências contratuais. Ou quando o docente é forçado a uma jornada produtivista cega (que nada tem de produtivo), que acrescenta números e nenhuma qualidade ao país.

Poderíamos citar outras demandas. Todas emergenciais. O que se deve ressaltar é que, no decorrer do acirramento da crise, a melhor defesa é a atuação sindical. E esta conta cada vez mais com o apoio do docente. Um número crescente de novos docentes se filia e se une à nossa entidade, fortalecendo o espírito de defesa de classe, sem o qual, um trabalhador isolado é facilmente derrotado.

O que importa é que, aconteça o que aconteça, a SEDUFSM sempre se manteve em ação, debatendo e dizendo aos que hostilizavam os docentes: a universidade é pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Não servimos a interesses particulares ou ao mercado, servimos ao povo brasileiro e ao sonho de uma sociedade nova, justa e igualitária. Juntos, devemos enfrentar o período que se aproxima e sairmos mais maduros e otimistas. Afinal, manter a luta durante 22 anos é vitória mais que suficiente para ser comemorada.

(Publicado no Diário de Santa Maria de 07.11.2011)

* UFSM



Compartilhe com sua rede social!

© 2017 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet