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Bandeiras históricas da SEDUFSM

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

Vivemos um momento de crise no sindicalismo brasileiro marcado pelas ameaças de reforma sindical sob um governo de lideranças e base sindicalista. As contradições são muitas assim como as fragmentações decorrentes das interpretações dadas por diferentes sindicatos, partidos e movimentos sociais. As crises políticas constantes em conseqüência de escândalos políticos e de corrupção generalizada têm contribuído de maneira significativa para uma espécie de desilusão com a política no Brasil.

Isto contrasta com os acontecimentos da década de 1970 quando um grupo de mais de 300 docentes reuniu-se na cidade de Campinas-SP para fundar a Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior - ANDES. Na conjuntura da época, tinham como objetivo enfrentar a ditadura; lutar pela redemocratização do país e, buscar a construção de um projeto de sociedade na perspectiva de que a igualdade e a liberdade.

Elegeram como instrumento fundamental dessa redemocratização e como um dos pontos centrais da reestruturação nacional a universidade pública que, integrada a um sistema nacional de educação pública e gratuita em todos os níveis, propiciasse a universalização de acesso, que fosse o lócus do saber, da ciência, da integração da arte e da cultura, com autonomia e democracia a serviço da sociedade.

A SEDUFSM é a seção sindical do ANDES-SN na UFSM. Herdeira do movimento sindical docente na universidade de Santa Maria. Ao fazer o balanço desses 22 anos, neste início de século marcado pela destruição social promovida pelo neoliberalismo, a SEDUFSM busca refletir sobre a realidade com o objetivo de construir ações que permitam aos docentes posicionar-se sobre os grandes temas nacionais com autonomia e independências.

A história da SEDUFSM coincide com a trajetória de lutas dos trabalhadores brasileiros marcada por acontecimentos como o fim da ditadura militar; o movimento de democratização do país e da universidade; as eleições diretas para reitor da UFSM; a promulgação da Constituição de 1988 e a aprovação de um direito pelo qual lutávamos: a sindicalização dos funcionários públicos.

O processo de criação da seção sindical permitiu a concretização do direito de sindicalização e a retomada das idéias, dos debates e das lutas progressistas em defesa de uma sociedade e de uma universidade democrática focada na justiça social. As diretorias que se sucederam nesses 22 anos têm sido de compromisso com os sindicalizados e a defesa permanente de uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada.

Passados 22 anos, a SEDUFSM, assim como o Movimento Sindical Docente ainda continua sendo quem levanta não apenas a bandeira da dignidade salarial da categoria, mas, sobretudo, continua a defender que as universidades devem ser públicas, gratuitas, de qualidade e acessível à maioria da população.

(Publicado em A Razão de 12/13.11.2011)

* SEDUFSM



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