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A Sedufsm somos todos nós

Por:  João Batista Dias de Paiva*

A Sedufsm está completando 22 anos. Nasceu da coragem de um pequeno grupo de professores idealistas que, conscientes da importância da sindicalização, não se conformaram com a decisão da Associação de Professores da UFSM, em não aceitar a transformação da Associação Nacional de Docentes de Ensino Superior, Andes, em Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior. Nasceu pequena, mas ativa e corajosa. Tanto que em pouco mais de um ano, já dominava a cena no âmbito local e se destacava no âmbito nacional. Vem sendo promotora de grandes debates e discussões.

Assegurou conquistas importantes para a categoria e soube enfrentar com coragem e determinação os momentos de dificuldades. Muitas vezes foram cometidos equívocos, mas em geral houve mais acertos que erros. Houve divergências e discussões sobre a melhor maneira de conduzir o movimento docente sem, no entanto, perder de vista o objetivo maior de defesa do conjunto da categoria. Embora não tenha tido a honra de ser fundador da SEDUFSM, sou filiado e nesses 22 anos convivi na plenitude, participando ativamente durante toda a sua trajetória de lutas em defesa da categoria.

Sou testemunha de que sempre que o coletivo esteve acima do individual somos fortes e que as soluções individualizadas não contribuem para o fortalecimento da categoria. Muitas vezes nem resolvem os problemas individuais. Em geral, agravam. Atualmente, mesmo ausente de Santa Maria, venho acompanhando com preocupação a forma com que o Governo Federal vem tratando o Movimento Docente, na questão da carreira. Ao longo da história tem sido essa a postura do governo, independentemente da cor partidária ou do regime. Todos tentaram fragilizar o movimento docente com cancelamentos de reuniões de última hora e ações do tipo. Essa tem sido a regra geral.

No entanto, o que tem me causado muita preocupação é a crescente falta de engajamento da categoria junto ao sindicato. Em geral, as pessoas esperam que os dirigentes sindicais busquem as soluções para os problemas coletivos, enquanto buscam as soluções individuais, ausentando-se da Universidade e não se engajando no Movimento Docente. Não tenho visto a nova geração de professores e, são muitos, comprometida com os rumos da Universidade. O que é uma lástima. Eu tenho estado na luta por todos esses anos e tenho sentido a falta dos jovens professores nesse processo. Se você é um deles, não deixe para amanhã. Pode ser muito tarde, Tem que ser agora. Participe! A SEDUFSM somos todos nós. Você, inclusive!

(Publicado em A Razão de 18.11.2011)

* UFSM



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