Artigos

Parasitas da Nação

Por:  Nilton Bertoldo*

Dentre os políticos profissionais – aqueles que dependem da política partidária para sobreviverem – destacam-se alguns corruptos que constituem uma plêiade malsã desprovida de idealismo, como sentimento fundamental, embora possa existir neles, de uma maneira infinitamente apagada. Eles podem até parecer estranhos às massas, porém raramente ou nunca antipáticos . Todavia, comportam-se como parasitas incorporados ao organismo do populacho. Vez por outra, mudam de domicílio eleitoral, que não corresponde às suas intenções, sendo apenas o resultado da expulsão sofrida por eles, de tempos em tempos, da parte do povo que os abriga e que eles iludem.

O fato deles continuarem a se espalhar pelo país inteiro é um fenômeno próprio a todo o parasita; este sempre anda à procura de novos locais para fazer prosperar a sua espécie. Não cogitam absolutamente de desocupar postos e cargos por eles ocupados, ou ficando, fixando-se e vivendo tão bem estabelecidos, que dificilmente se consegue expulsá-los, mesmo através do voto; quando não conseguem se reeleger, buscam sempre colocações bem remuneradas através do apadrinhamento de seus pares.

São e serão sempre uns parasitas típicos , uns bichos, uns vermes, que, tal qual um micróbio nocivo, se propagam cada vez mais, assim que encontram condições propícias. A sua ação vital igualmente se assemelha à dos parasitas, onde eles aparecem. A comunidade que os elege e os hospeda vai se exterminando mais ou menos célere: a rapina escrachada não deixa sobrar numerário para a saúde , educação, segurança...

Assim vivem eles, em todos os tempos democráticos , no Estado alheio formando ali seu próprio “Estado”, que amiúde costumava velejar em mar calmo, até que circunstâncias exteriores desmascarem por completo seu aspecto velado e falso.

Uma vez, porém, que adquiram bastante vigor para prescindir de disfarce, deixam cair o véu e tornam-se de súbito, aquilo que o povo não queria “a priori”, nem olhar tampouco acreditar: o político profissional corrupto!

Na vida dessa canalha, incorporada como parasita no meio do povo e do Estado, existe um traço característico já cantado em prosa e verso por poetas e filósofos: constituem-se nos grandes mestres da mentira. Para escaparem das malhas da lei, nunca foram eles, não sabem de nada, não viram nada.

Suas vidas, tendo o povo de permeio, só pode perdurar se eles conseguirem despertar a crença de serem os representantes das massas.

Aí está a primeira grande peta!

Para poder levar essa vida, às custas do povo e do contribuinte, eles precisam recorrer à negação de sua individualidade interior. Quanto mais corruptos melhor conseguirão iludir. Mas, cuidado! O prazo de validade de vocês já venceu!

(Publicado em A Razão de 09.03.2012)

* UFSM



Compartilhe com sua rede social!

© 2017 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet