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O verdadeiro Cooperativismo

Por:  Júlio Cezar Colvero*

O jornal “A Razão” do dia 29 de junho estampa na capa o sucateamento em vagões da concessão ferroviária, feita no governo anterior. Prossegue o dito aluguel, o que nos trouxe à mente o princípio deste desmonte.

Éramos à época do governo FHC (quando da concessão das ferrovias) dirigente do saudoso curso superior de Tecnólogo em Administração Cooperativista da UFSM. Com a responsabilidade de dirigí-lo, procurados por ferroviários disponibilizados, isto é, afastados, aposentados ou dispensados, solicitaram-nos um curso sobre Cooperativismo.

Durante três meses em encontros diários, com mais de uma centena de interessados no dito curso, tivemos a oportunidade, em mais de uma vez, visitarmos o KM-3, suas ex-oficinas, e observamos o fenômeno que continua a se apresentar agora. Tudo de bom era retirado e recebia, o restante, uma placa de “sucata”. Só que estas mesmas, algumas desmontadas, voltavam à utilidade.

Não foi cordial a nossa recepção, conhecedores do trabalho nas oficinas, pelo encarregado do desmonte. Além do material, tivemos o desprazer, chocando-nos com o farto material bibliográfico , em diversas línguas, dispersos e jogados ao chão. Como o curso era de formação de cooperativistas- o cooperativismo real-, sem apelidos ou eufemismos, imbuídos que somos do alcance desse “desideratum”. Chega-nos estas lembranças, exatamente na proximidade – a 2 de julho – do dia internacional do cooperativismo, nome muito usado para diversas funções, que muitas vezes não atendem ao real interesse de seus componentes.

Lamenta-se “apelidos” usados para verdadeiras arapucas, onde os preceitos básicos são desprezados, ou, simplesmente modificados, através de apelidos, surgindo algumas vezes “DONOS” do “affaire” cooperativista. Mas, crentes no Grande Arquiteto do Universo, temos a certeza de seu revigoramento sem mazelas, pura e catalisador de pessoas de boa índole, certamente o conduzirão ao patamar que merece. É evidente que não é o cooperativismo uma panacéia, pois envolve vontade, desejo de servir, qualificação permanente, moral e eticamente superiores.

Saudamos, pois, os idealistas deste pensamento, pois cremos piamente, que nos parâmetros imortais da doutrina cooperativista, hão de vicejar muitas pessoas e organizações que terão- algumas já o fazem-, a consciência, a vontade, o empenho e o ideal cooperativista, no mais alto conceito, de realizações permanentes, objetivas e capazes de

dar alento e renda a muitas pessoas. Saudações cooperativas, salve o Dia do Cooperativismo!

* SEDUFSM



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