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Brasileiros e brasileiras

Por:  Nilton Bertoldo*

Este ensaio é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com fatos e pessoas vivas ou mortas, é mera coincidência.

Era uma vez, numa republiqueta ocidental do hemisfério sul, um povo muito pobre que nunca soube escolher corretamente seus representantes. Isto porque aquele povo era sempre enganado por estes, pois, quando se apresentavam para a plebe antes de se elegerem, mentiam despudoradamente e de forma deslavada. Uma das características desta gentalha (os representantes) era sempre criticar aqueles que estavam no poder, mas quando o assumiam, faziam igual ou muito pior.

Um dos pseudolíderes desse povinho, foi um indivíduo de baixo nível socioeconômico cultural, nascido no norte deste país tupiniquim, que sequer sabia se expressar na língua nativa. Ficou conhecido como molusco nove dedos, assim alcunhado talvez porque molusco não tem cérebro; quanto aos dedos, as versões são várias e não se coadunam: uns dizem que já tinha nascido sem um dedo; alguns falavam que o tinha perdido num acidente; e outros argumentavam que o havia decepado propositalmente, pois naquela época, essas pessoas recebiam polpudas aposentadorias, a exemplo de outros manés, que se diziam perseguidos politicamente. Os processos tramitavam rapidamente, mesmo porque, envolviam vultosas quantias em dinheiro.

Esse sujeitinho foi substituído, através do voto da plebe, por outra pessoa, desta vez, do sexo feminino, com uma história interessante. Ela havia lutado como guerrilheira comunista, numa guerra civil, a denominada revolução franquista que acontecera num país ocidental do hemisfério norte, a Hispânia, ao lado de outro famoso guerrilheiro, Eric Arthur Blair, indiano de nascença, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell (A Revolução dos Bichos, Na Pior em Paris e Londres, O Caminho para Wigan Pier,1984, etc.).

Uma das características dessa cidadã (?), era perseguir funcionários do Estado, principalmente quando estes reivindicavam alguma coisa, como, por exemplo, aumento salarial. Seu hábito era adotar medidas drásticas, como cortar um tal de ponto, descontar no salário, quando estes funcionários, para tentar obter aquele aumento, realizavam movimento paredista, uma tal de greve, coisa em que eles, quando fora do poder, eram especialistas.

Instruiu inclusive seus prosélitos, a adotarem medidas duras contra estes pobres servidores da republiqueta. O principal deles (acólito da guerrilheira) foi um francês que se naturalizara neste país. Chamava-se Louis Marcadot ou Mercadot, assim cognominado porque gostava muito de ocupar ótimos postos com polpudos salários. Mas, como ninguém é perfeito, ele tinha um grande defeito: amava olimpíadas e já as frequentava desde tenra idade. Deixava todos os seus afazeres, por mais importantes que fossem e se mandava para as tais de olimpíadas – um tipo de torneio esportivo para o qual os países enviavam os seus atletas em busca de medalhas. (Continuará oportunamente)

(Publicado em A Razão de 31.07.2012)

* UFSM



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