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Sedufsm, 23 anos na luta sindical

Por:  Nilton Bertoldo*

A passagem dos 23 anos de vida da Sedufsm – Seção Sindical dos Docentes da UFSM – é muito mais que aniversário. É a marcação de mais um tempo transcorrido em meio ao campo de batalha nessa guerra em defesa dos direitos dos professores e da própria universidade pública.

Ao mesmo tempo em que comemoramos, finda uma dura greve de quatro meses que parou as universidades federais em todo país, continuamos mantendo as paredes das trincheiras: o Projeto de Lei 4368 - praticamente – destroça completamente o já desmantelado Plano de Carreira. Se junta a isso a malfadada intenção governamental em privatizar o HUSM, quebrando mais uma vez a autonomia universitária e tirando da administração local a direção didático-pedagógica do hospital universitário e entregando ao capital privado o papel de captar recursos (provavelmente, através de planos de saúde).

E se falarmos que, a partir de agora, os docentes ingressos terão a aposentadoria por um fundo de pensão, podemos ter a certeza que a existência do sindicato, medida por aniversários, sempre será necessária. Dessa luta, renhida, veio a ainda insuficiente reposição oferecida pelo mesmo governo que negava qualquer oferecimento. Nenhum professor pode dizer que conseguiria algo sem a deflagração da greve e esta somente conseguiu esse resultado – ainda que aquém do ideal, pela ação de uma entidade governista que golpeou a categoria ao assinar precocemente um acordo plenamente desfavorável – pelo respeito da categoria, que soube definir a hora de paralisarmos e retornarmos às atividades acadêmicas.

A SEDUFSM completa 23 anos com o conhecimento de séculos embasando suas atividades. Mantém uma luta que não dura os pouco mais de duas décadas, uma luta que reflete a história da humanidade, na luta por algo muito maior que nossos contracheques: ela marca a resistência dos trabalhadores em educação contra todo tipo de achaque, indignidades e ofensas contra a sociedade. Tanto sindicalizados ou aqueles que se ausentam dessa luta devem ao nosso sindicato o respeito pela luta que permeou seu passado, define seu presente e premedita o futuro.

Nunca será fácil essa existência, mas sempre haverá aqueles que visam algo a mais, além do conhecimento que a universidade pública, gratuita e de qualidade oferece: são aqueles que querem que esse conhecimento seja, por direito e nossa obrigação, entregue para o uso da sociedade e de todos os homens de bem.

(Publicado em A Razão de 07.11.2012)

* UFSM



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