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Vamos às ruas

Por:  Nilton Bertoldo*

O pretenso herói nacional, o senhor Roberto Jefferson, deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) do Rio de Janeiro, pôs a nu toda a corrupção existente não só na Câmara dos Deputados, mas incluiu também as Assembléias Legislativas e as Câmaras de Vereadores.

Em um primeiro momento, precisa-se e quer-se saber os nomes de todos os políticos canalhas que recebiam propina (mensalão) para votar a favor do governo e quais os partidos políticos aos quais esses bandoleiros estão vinculados. Segundo Roberto Jefferson, eles seriam em torno de oitenta parlamentares filiados ao Partido Liberal (PL) e ao Partido Progressista (PP); de acordo com o senhor Antonio Carlos Magalhães – o Toninho Malvadeza – do Partido da Frente Liberal (PFL) da Bahia, beiram 150 deputados, incluindo aí também outros partidos (?).

Em outra oportunidade, comprovadas as denúncias, é curial fazer esses salafrários devolverem todo o dinheiro recebido irregularmente, corrigido com juros da taxa Selic e correção monetária; uma devassa completa nos seus patrimônios, perda imediata de seus mandatos e julgamento sumário por tribunais populares; além da punição severa, é claro, daqueles que os corromperam. Conseqüentemente, todas as modificações efetuadas na Constituição deverão, de pronto, ser anuladas.

E, já que o Sr. Lula é um arauto de medidas provisórias, poderia, para ajudar a republiqueta e o sofrido povo brasileiro – porque até agora não fez nada – criar mais duas: a primeira, instituindo a prisão perpétua e a segunda, a pena de morte, específicas para esses safardanas, que é o que eles merecem.

Enquanto isso, a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul continua fazendo as suas patacoadas. Já com as finanças do estado combalidas, no final do ano de 2003, aprovou um aumento de aproximadamente 28% para algumas categorias e agora de novo (8%). Ademais, faz ouvidos moucos ao clamor da sociedade, pois está lá engavetando um projeto que acaba com a absurda aposentadoria dos ex-governadores. Para que o leitor possa entender, esses sujeitos trabalham (?) apenas 4 anos e depois recebem mais ou menos R$ 15.000,00 de aposentadoria (segundo artigo do professor Cyrillo Costa Beber, publicado neste mesmo jornal), enquanto o cidadão comum precisa se esfalfar no trabalho, durante 35 anos e ter no mínimo 60 anos de idade para adquirir o direito de se aposentar. Sabem quem é que paga esse parasitismo todo? O contribuinte, via impostos escorchantes!

* UFSM



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