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A saúde docente na UFSM

Por:  Suze Scalcon*

Toda condição de trabalho na sociedade de mercado e no mundo do trabalho gera invariavelmente situações contraditórias de existência. Ao mesmo tempo em que o trabalho promove a humanização, pelo domínio da natureza e da apropriação das formas históricas e verdadeiramente humanas de ser, estar e pensar no mundo, no mais das vezes, se torna cela encarceradora de homens, mulheres e, lamentavelmente de crianças.

Na esteira das consequências da relação trabalhadores-não trabalhadores, explorados-exploradores, dominados-dominadores, o adoecimento atrelado ao trabalho, com efeito é inevitável dado as longas jornadas, movimentos repetitivos, circunstâncias de seu exercício e de pesadas cargas de trabalho. Doenças ocupacionais e agravos à saúde, no fundamental são derivados de condições e de características próprias da organização do trabalho em uma sociedade desigual e cindida e em classes.

Também na atividade de docência no Ensino Superior os trabalhadores em educação - do mesmo modo que operários de diversos campos, atividades e setores - sofrem os severos efeitos do trabalho exaustivo que agravados pela pressão pelo produtivismo acadêmico. A indispensabilidade do enfrentamento desta situação e a discussão quanto aos parâmetros de qualidade de vida dos docentes do Ensino Superior, compõe o quadro de preocupações e iniciativas de ações promovidas pelo Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES), o qual através dos diversos Grupos de Trabalho Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria, propõe as Seções Sindicais a realização de uma pesquisa piloto sobre a Saúde Docente.

Junto à UFSM, a SEDUFSM desencadeou este processo, que ocorre durante o mês de novembro. Trata-se de entrevistas a serem realizadas por estudantes bolsistas junto a uma amostra de 10% dos docentes das oito Unidades Universitárias e suas duas Unidades Descentralizadas CESNORS (Frederico Westphalen e Palmeira das Missões) e UDESSM (Silveira Martins).

A identificação e o conhecimento das dimensões e da envergadura dos problemas de saúde gerados pelas condições gerais de trabalho para a manutenção do emprego, somar-se-ão aos demais argumentos do Sindicato Nacional da luta em defesa do caráter gratuito e público da educação, salários dignos, condições de trabalho e de carreira. Os resultados da pesquisa serão apresentados e discutidos no 33º Congresso do ANDES-SN, que ocorrerá em fevereiro de 2014, em São Luís (MA).

(Publicado no Diário de Santa Maria de 09.12.2013)

* UFSM



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