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Pelo fim dos massacres aos palestinos

Por:  Gihad Mohamad*

O povo palestino da faixa de Gaza vem sofrendo desde 2007 diferentes ações de isolamento, bloqueio e ataques com mísseis pelas forças de Israel. Para quem não sabe, a faixa de Gaza tem uma área territorial de 365 km2, onde vivem 1,5 milhões de palestinos, sendo destes 50% abaixo do limiar de pobreza. Esta pequena faixa de terra abriga os palestinos refugiados e expulsos de suas terras em 1948 e 1967 na tomada dos territórios Palestinos por Israel. Desde 2007, os palestinos de Gaza vivem um bloqueio imposto por terra, ar e mar tornando aquela pequena faixa de terra na maior prisão a céu aberto do mundo. A Anistia Internacional chamou o bloqueio a Gaza como um método primitivo e medieval de “punição coletiva” que resulta numa grande “Crise Humanitária”. Metade da população palestina depende da ajuda Humanitária da UNRWA da ONU.

Ativistas pela paz e intelectuais Judeus (Jewish Voice for Peace) condenam o assassinato coletivo e indiscriminado de pessoas com bombas de grande capacidade de destruição, atingindo principalmente alvos civis e acabando com famílias inteiras. A expansão dos colonatos judeus e o cerco com o muro do apartheid são graves ações perpetuadas pelo Estado de Israel, que num discurso quer a Paz e, por outro lado, toma medidas concretas contrárias. É só verificar o mapa atual do território Palestino que não possui sequer continuidade territorial, inviabilizando qualquer solução para a criação de dois Estados. Israel sempre passou por cima de grande parte das resoluções da ONU, como as constantes condenações pela expansão dos assentamentos dos colonos judeus em território palestino. Israel utiliza métodos semelhantes aos que os nazistas aplicaram na segunda guerra mundial, por meio de guerras psicológicas e de informação, como prisões preventivas em casas de palestinos, restrições ao deslocamento e a punição coletiva das comunidades. Tudo isso, constantemente, vem sendo condenados por vários organismos internacionais. O regime sionista de Israel tenta midiaticamente acabar com os laços históricos dos Palestinos com a terra e transformar qualquer movimento de resistência em terrorismo. Anualmente, ativistas internacionais pela Paz vão proteger os Palestinos nas colheitas das azeitonas. Infelizmente, a falta de esperança, o muro do isolamento e a perda de suas terras levam ao aumento da radicalização dos movimentos de resistências palestinos. Fato esse muito bem explorado por Israel e a máquina sionista, justificando os ataques como medidas de proteção.

É importante não sermos neutro neste conflito Israel/Palestina, pois basta ser HUMANO para apoiar o povo Palestino de GAZA. Temos que unir forças contra a ocupação Israelense e cobrar das nações que defendam, antes de tudo a Justiça e a Humanidade, pondo um fim aos embargos e bloqueios aos Palestinos de GAZA. Também, cobrar das nossas autoridades brasileiras o fim dos convênios para o desenvolvimento de tecnologia para fins militares com países como Israel (ELBIT/AEL SYSTEM).

(Publicado em A Razão de 25 de julho de 2014)

* UFSM



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