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O que é o Encontro Nacional de Educação?

Por:  Maristela Souza, Guilherme Stürmer Lovatto, Maíra Lara Couto*

Entre os dias 8 e 10 de agosto ocorre no Rio de Janeiro o Encontro Nacional de Educação (ENE). Construído por professores, trabalhadores da educação, estudantes, movimentos sociais e populares, tem debatido os rumos da educação brasileira de maneira independente e em clara oposição ao entendimento da educação enquanto mercadoria.

O ENE, inicialmente, buscou ser uma retomada de construção do Comitê Nacional da campanha pelos “10% do PIB para a educação pública já!”. Para além de mais dinheiro público para a educação pública, também há a necessidade de um projeto de educação que venha a atender as necessidades da maioria do povo desfavorecido deste país. Este movimento expandiu-se para outras esferas sociais, fortalecendo-se nas lutas em defesa da educação pública como expressado pela greve das universidades federais em 2012 e a greve dos professores estaduais do Rio de Janeiro e a dos professores estaduais do Rio Grande do Sul, no ano de 2013.

Sua expansão e necessidade de construção se dão tanto pelas mobilizações de rua que tomaram o Brasil em junho/julho de 2013, nas quais a pauta da educação pública também foi levantada, como também, pela crescente falta de democracia que impede a discussão nos espaços construídos pelo Governo para discutir a educação, o que pode ser exemplificado pela Conferência Nacional de Educação (CONAE) e a construção do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014/2025, que expressam espaços construídos e dirigidos para atender aos interesses do mercado educacional.

Essa organização necessita de um espaço construído pela base dos movimentos, em fóruns amplos e democráticos para se consolidar e avançar nas conquistas. O ENE está sendo construído em etapas municipais, estaduais e regionais através do debate em torno dos eixos de Privatização e mercantilização da Educação; Financiamento da Educação Pública; Precarização do trabalhado em educação; Avaliação Meritocrática na Educação; Democratização da Educação; Acesso e Permanência; Passe Livre e Transporte Público.

O ENE expressa hoje, o espaço mais avançado para este fim. Venha se somar a este movimento, que não terá fim no ENE em 2014, mas se mostra como uma ferramenta de unidade entre os diferentes níveis de educação e movimentos sociais, e autonomia frente a governos, para avançarmos na luta pela educação pública. (*Texto com contribuições do Comitê de Santa Maria do Encontro Nacional de Educação (ENE). Para mais informações acesse: www.ene2014.wordpress.com)

(Publicado em A Razão de 31.07.2014)

* UFSM



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