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Sedufsm, 25 anos: sonhos não envelhecem

Por:  Suze Scalcon*

Em 7 de novembro de 1989 a coragem audaz de 100 professores, que em assembleia, decidiram criar a Seção Sindical dos Docentes da UFSM, a SEDUFSM, filiada à Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES). Nasce em uma conjuntura de redemocratização do país com o intuito de garantir os direitos e interesses coletivos e individuais da categoria, ancorados na defesa da manutenção e ampliação de um ensino público de qualidade, da autonomia e funcionamento democrático das universidades públicas. 

O desenvolvimento precoce da SEDUFSM decorreu de severas lutas, enfrentamentos e vitórias, pois ainda na infância, em 1991, durante o governo Collor, a seção sindical ganhou respeitabilidade quando da condução da chamada greve dos 100 dias, assim como na vitória da ação dos 84,32%, referente ao Plano Collor, quando cerca de 800 professores tiveram aumento significativo de seus salários.

Sua adolescência foi marcada por uma continuidade de lutas duras, glórias e inglórias. Os denominados “Mil Dias” sem reajuste salarial não foram fáceis de serem vividos durante o governo FHC, devido a seu desprezo para com os trabalhadores do serviço público.

A chegada de nossa seção sindical à idade adulta, com enorme reconhecimento em âmbito nacional, dada sua ampla atuação – também junto a movimentos sociais – possibilitou um amadurecimento estruturado em seus princípios críticos à sociedade onde preponderam direitos exclusivos de homens privados, uma inclusão simbólica dos desafortunados e uma tendência à comercialização dos indivíduos.

Tão importante como o curso desse desenvolvimento, é o desenrolar das lutas necessárias e amplas a serem travadas em um momento em que a expansão inconclusa das universidades, a precariedade e sobrecarga de trabalho, a destruição de conquistas obtidas em greves anteriores, como o Plano de Carreira (PUCRCE), assolam a realidade cotidiana do professor.

O cenário para 2015 não é favorável ao conjunto dos servidores públicos. Promete ser um período de ataques aos direitos dos trabalhadores e de desmonte do serviço público. A gestão “Sindicato pela Base” se mantém preocupada com a defesa dos interesses da categoria e da universidade pública. Seguiremos na luta pela garantia de que a formação humana e profissional seja reconhecida como um valor social do professor. Parabéns a todos os colegas que vem compondo nossa história, porque sonhos não envelhecem! 

(Publicado no Diário de Santa Maria de 18 de novembro de 2014)

* UFSM



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