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O Rio Grande e o neoliberalismo

Por:  Luiz Carlos Nascimento da Rosa*

José Ivo Sartori e seus companheiros de Direita transformaram nosso Rio Grande num grande palco de representações pirotécnicas e teatrais. Sartori vivifica um excelente ator de uma novela melodramática, pois, de forma cínica e caricata, está constantemente choramingando. Faz oito meses que esse grupo (des) governa nosso Estado. A única coisa que sabem fazer é alegar falta de dinheiro, mas no fundo, sabemos que sua cartilha neoliberal é sucatear e vender todo o patrimônio do Estado para o egoísmo capitalista.

O piadista governador projetou que retendo o salário dos servidores públicos os iriam amedrontar e com mais facilidade entregaria para o capital privado as “riquezas” que o povo rio-grandense vem produzindo através da sua construção cultural e Histórica. A direita que está encastelada no Piratini deu “um tiro no pé”. Com sua herança escravagista achavam que surrupiando o direito ao salário de todos os trabalhadores iriam transformar os servidores em seres servis ao despotismo governamental. Ocorreu o contrário; o que assistimos foram Professores, Servidores da Saúde e Policiais Civis unidos e exigindo muito mais que o direito aos seus salários, isto sim lutando por dignidade profissional para poderem prestar um serviço com qualidade social para a população.

No Centro de Educação da UFSM realizamos um evento Chamado: “Cenário Político Nacional de Saúde, Educação e Segurança Pública”. Com um Auditório lotado, representantes dos Sindicatos de todas as categorias dos servidores estaduais, federais e acadêmicos da UFSM, chegamos ao consenso que é necessário: combater a política neoliberal de precarização e desmonte das instituições públicas, exigir melhores condições de trabalho, plano de carreira, abertura de concurso público para todas as áreas e transformar a visão repressora da segurança pública numa prática profissional educativa, que pense no cidadão como alguém que precisa respeitar e aprender a conviver harmônica e colaborativamente com o outro.

Este momento de desrespeito político de um governo instituído com os trabalhadores do setor público tem nos servido, apesar da tirania, de tempo e espaço para uma reflexão sobre nossa importância social na construção solidária de políticas de Estado que vislumbre a elevação qualitativa da Educação, Saúde e Segurança Pública. A defesa do Trabalho e da Classe Trabalhadora será nossa luta política para que o poder econômico nunca sirva de justificativa para a reprodução de injustiças.

(Publicado no Diário de Santa Maria de 15 de setembro de 2015)

* UFSM



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