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A educação como alicerce

Por:  Júlio Cezar Colvero*

A educação, alicerce primordial de qualquer comunidade, sociedade, ou povo, população, etnicamente homogênea ou não, é requisito indispensável. Ocorre, que o visto, no atual momento da vida nacional, é o desmonte de requisitos básicos, desprezados, jogados ao léu.

A quem serve o abandono das instituições de ensino, a defasagem de recursos, se comparadas a outras instituições estatais? O desmonte de nossos recursos de toda a natureza – ou privatizados – doados sem pudor pelo atual governo, que alardeava progresso justo.

Exemplo claro é a venda da CSN e da Vale do Rio Doce – a qual fomos o único gaúcho a contestá-la judicialmente em nome da ASMIR (Associação dos Militares Inativos Reformados e Pensionistas). Isto feito, constatou-se que foi paga a CSN e doada a Vale. Sem investir na educação e na pesquisa, tornando obsoletos os meios disponíveis, é sem dúvida, elemento de lesa-pátria.

Aliás, não é novidade o descaso essencial ao Estado e à Nação, quando se vê pesquisas comprovadas serem afastadas de sua finalidade ou escondidas dos meios que delas dependem. Veja-se o caso da “aftosa”, sem fiscalização ou aplicação de vacina nacional – curativa e preventiva – já criada por nossos cientistas a mais de 30 anos e não operacionalizada (o criador já faleceu).

O objetivo assistencialista, esporádico e anti-educativo, tem objetivo claro, de amealhar as massas, mantendo-as no obscuro desconhecimento da realidade, mas lideradas por pessoas treinadas alhures. É claro o objetivo – criar mais párias – sem instrução ou discernimento próprio. Povo educado é povo livre. Salvemos as instituições de educação, disponibilizando-se recursos – não de fontes cerceadoras de liberdade, com condições impostas, e como bolsas, que não sofrem taxas ou impostos.

As universidades estão em greve, é o alento da ressurreição. Salvemos a educação plena. O ensino, a pesquisa e a extensão públicas e estatais.

Lembremos do vencedor da guerra russo-japonesa, no século XIX, quando o vencedor, recebido pelo imperador, que lhe diz: “Es herói, diga o que queres, podes olhar-me, também és divino.” O general responde: “QUERO SER MESTRE-ESCOLA”. Suprema honra que privilegia a educação.

* SEDUFSM



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