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Sindicato com trajetória de construção coletiva

Por:  Fritz Nunes*

No último dia 7 de novembro, a Seção Sindical dos Docentes da UFSM- SEDUFSM, completou 16 anos. Fundada em 1989, pouco tempo depois de promulgada a “Constituição-cidadã”, com a participação de um grupo de aproximadamente 100 professores, a seção sindical veio ocupar um espaço de luta como base de uma entidade de repercussão nacional: o ANDES, que de Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior também se transformara em Sindicato Nacional dos Docentes.

Acompanho a trajetória da SEDUFSM desde 1992, com pequena interrupção entre os anos de 1999 e 2001. Os primeiros anos certamente foram os mais difíceis, pois não apenas existiam dificuldades de ordem estrutural e financeira, mas também de caráter político, pois uma entidade sindical entre os professores ainda representava um fato novo. A seção sindical iniciou funcionando em uma pequena sala no 9º andar do prédio da Reitoria, no início da década de 90, graças à gentileza do então reitor, Tabajara Gaúcho da Costa. Em 1992, o sindicato alugou uma sala na Galeria do Comércio e, somente em 1994, após a repercussão financeira do ganho dos 84,32% (perdas do Plano Collor, recuperadas em 1993 e, retiradas do contracheque em 1995), é que foi adquirida a atual sede, na André Marques, 665.

Certamente, nesses 16 anos, muitos nomes necessitariam ser lembrados, contudo, para que injustiças não sejam cometidas, é preferível destacar que uma entidade como a SEDUFSM não é construída por indivíduos, mas pelo coletivo. Se alguns nomes precisassem simbolizar essa construção, poderia se reverenciar a memória de Sérgio Pires, que dedicou uma vida ao Movimento Docente. Se mais ainda fosse necessário, Clovis Guterres, o presidente interino e, Berenice Corsetti, presidente por duas gestões, marcadamente as que levaram à consolidação do sindicato.

Passadas uma década e meia e várias greves depois, a SEDUFSM, assim como boa parte das universidades federais, está novamente em greve. Nada mais real que o slogan “A esperança está na luta”. Num país com tantas carências, o Movimento Sindical Docente ainda continua sendo aquele que levanta não apenas a bandeira da dignidade salarial da categoria, mas, sobretudo, continua a defender que as universidades devem ser públicas, gratuitas, de qualidade e acessível à maioria da população.

Em tempo: a programação comemorativa dos 16 anos inicia sexta, 18, às 19h, com a palestra sobre “Comunicação e Política”, com o jornalista e historiador sindical, Vito Giannotti.

(A Razão, 14.11.2005)

* SEDUFSM



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