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Um café com sabor diferente

Por:  Fritz Nunes*

Nesta quinta, 17, os docentes da UFSM em greve, na companhia dos servidores técnico-administrativos, realizaram a segunda edição de um “Café da Manhã”, que dessa vez teve por objetivo fazer um alerta em defesa da Saúde Pública. É importante ressaltar que tanto professores quanto funcionários não se encontram parados apenas por questões salariais. Também constam da pauta questões mais amplas como a contratação de pessoal e ampliação dos recursos dessas instituições, o que certamente pode redundar em benefícios para a própria sociedade. Além dos discursos dos grevistas, coube à professora Carmem Beck apresentar um documento durante o ato realizado na entrada do prédio do Centro de Ciências da Saúde recuperando a importância de priorizar a saúde pública neste país. Constam do documento alguns aspectos:

“A luta pelo direito à saúde atravessa séculos da história do homem, sendo que no Brasil o tema só ganha força a partir das últimas décadas do século XX, com a realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde em 1963. Após várias conferências, a 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, é que consolida as propostas da Reforma Sanitária, as quais dão vida ao Sistema Único de Saúde- SUS.

Temos vocação para o sonho de garantir que a saúde seja assegurada como direito fundamental. Para tanto, é necessário viabilizar a implementação dos princípios e das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) que incluem a universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; a eqüidade; a qualidade e a resolutividade dos serviços; a integralidade da assistência e a humanização da atenção à saúde a todos os usuários.

A Universidade tem um papel social fundamentado no compromisso ético, político e técnico de conhecer, analisar, questionar, propor e contribuir

para a construção/ desconstrução/ implantação destas políticas de formação, de modo a torná-las capazes de materializar a saúde como direito de todos, o que pressupõe o cumprimento do dever do Estado brasileiro, especialmente no que tange aos campos da Saúde e Educação.” Como se vê, a solução para os problemas não é tão difícil: basta os governantes terem vontade.

(Esse artigo teve a contribuição da prof. Carmem Lúcia Beck e foi publicado no Diário de Santa Maria de 21.11.2005)

* SEDUFSM



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