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Retrospectivas

Por:  Clóvis Guterres*

O ano que termina foi, sem duvida nenhuma, marcante para a SEDUFSM que, juntamente com a ASSUFSM e o DCE se envolveram nos Seminários para “Repensar a Universidade”, no “Processo Sucessório”, na Greve que acaba de encerrar e em outras promoções simultâneas.

Os seminários de Repensar a Universidade, implementados no contexto de debates da Reforma Universitária, propiciaram um olhar sobre o passado a partir de uma “pré-ocupação” com o futuro. Os 45 anos da UFSM foram objeto de reflexão. Construir um novo projeto para a UFSM é o grande desafio dos próximos anos.

O processo sucessório, conduzido pelas entidades e referendado pelo Conselho Universitário restaurou o princípio da paridade e a conseqüente valorização dos segmentos da comunidade universitária. Os debates entre as três chapas propiciaram uma análise profunda dos problemas da universidade brasileira e, em especial, da UFSM. A eleição e recente posse da chapa Clovis Lima e Felipe Müller consagraram o processo defendido pelas entidades e o respeito a escolha da comunidade expressa nos votos.

A greve deste ano ( dos professores ) que durou cem dias, era quase inevitável mas tornou-se imperativa depois que o Governo anunciou o aumento de 0,1 %. As polêmicas de sempre foram ressuscitadas. A greve é um instrumento desgastado e traz muitos prejuízos, afirmavam aqueles que eram contra a deflagração da greve. Mas, é o único meio de obter reajustes salariais, argumentavam, apropriadamente, os favoráveis à deflagração do movimento grevista. Os dois lados tinham partes de razão. A greve, nas universidades públicas têm se sucedido nestes últimos 25 anos com raras interrupções, mas, apesar de desgastada, é o único instrumento legal e universalmente aceito como instrumento legítimo defesa dos trabalhadores, Os prejuízos são significativos, mas certamente são menores que as perdas que os servidores públicos vinham sofrendo com a defasagem salarial e a conseqüente redução da qualidade de seu trabalho. Tem sido, infelizmente, o único instrumento capaz de exigir a atualização salarial. Se houvesse, nos governos que vêm se sucedendo, uma verdadeira política de recomposição salarial dos servidores públicos, certamente teria havido um número reduzido de greves.

E, por falar nisso, o ano de 2006 é um ano eleitoral. Momento de cobrar uma verdadeira política para o setor. Esse rápido olhar sobre o ano que se encerra é para não esquecer que o ano próximo nos aguarda com novos desafios.

(Publicado na Razão, 02/01/2006)

* SEDUFSM



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