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2006: novas esperanças

Por:  Ester Wayne Nogueira e Maria Beatriz de Morais Carnielutti*

Abro os jornais e acompanho a retrospectiva de 2006. Já faz um ano que ocorreu o tsunami. Penso se desejo rever o que passou, se é isso que vou me propor a recordar. Acho que no momento em que vivemos é melhor olhar para frente do que insistir em analisar os fatos e revisar os acontecimentos que nos atropelaram durante estes 365 dias.

Acabei de ler a comentada entrevista de José Dirceu, na Revista Fórum, realizada antes de sua cassação. Imperdível, quer para quem o admira, quer para quem o critica. São afirmações e críticas que nos deixam espiar pelas frestas do labirinto do poder. É como o próprio título define “entrevista histórica”, e eu completaria, entrevista que nos estimula a reestudar a história. Este tema daria agradáveis discussões em volta de uma mesa, tomando um cafezinho.

Poria também na minha agenda uma conversinha com o presidente Lula, mas concordo que é muita pretensão, porém, pretensão e água benta não faz mal a ninguém. Abordaria temas como a caminhada até o poder. A euforia nacional, o presidente ignorando o protocolo e os agentes de segurança, indo ao encontro da multidão para comemorar a grande virada. Não é esta a minha intenção, já estou olhando para trás. Voltemos para o que está por vir. O presidente afirma que a bola da vez é o crescimento e a educação e estes alavancariam a luta contra a desigualdade.

Prefiro o tripé: incluiria junto a estes a saúde, setores que encontram-se em total abandono. A liberação de verbas sofre com a concorrência desleal dos juros altos, dívida externa e “otras cositas más”. Isto é tudo que desejávamos ouvir do Presidente, mas..., não sei porque existe esta palavrinha... 2006 é um ano atípico, tudo que tiver de acontecer, ocorrerá até junho, e olha lá! É ano eleitoral e na minha memória roda um filme já assistido, e por sinal muitas vezes sem final feliz. É lamentável. Acho que devo mudar o título do artigo.

Para a Genair, Guilherme, Rodrigo e Nathália o meu abraço amigo. Nosso colega Flávio Schneider, homem simples e humanitário, com visão sempre voltada para o bem comum, partiu. Não digo que nos deixou, porque acredito que agora está ao nosso lado. Mais do que nunca, continuará nos acompanhando para que prossigamos a caminhada. Schneider, até qualquer dia.

* SEDUFSM



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