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Reminiscências

Por:  Júlio Cezar Colvero*

A nossa Universidade é maior que todos nós juntos! Isso tenho dito a muitos membros de nossa academia. Começaremos a refletir sobre lideranças que já não habitam o plano terráqueo. Flávio Schneider, ético, entusiasta e conciliador, como titular do COREDE, muitas vezes nos ajudou no desempenho do então Curso Superior de Tecnólogo em Administração Cooperativista (queiram ou não, esse é o nome oficial), por isso a lembrança recente de seu passamento, nos levou a refletir, de como somos esquecidos, não cultuamos nossos expoentes, por esquecimento ou será por não interessar a muitos, já que o poder em constante e permanente disputa, em inúmeros setores, não ajuda muito, às vezes até entorpecem e, ou, afastam os possíveis emergentes.

Espero que continuemos a cultuar as imagens dos que nos indicam o caminho árduo do dever, do amor incondicional, da paz e da harmonia acadêmica. Isto tudo, além do respeito digno e da tolerância humanizada dos que discordam de nós, ou escolhem outros caminhos, embora dignos.

A comentar, de camaradas hoje em espírito, lembremo-nos de outros que perlustraram os caminhos do campus e nos deixaram saudosos de suas presenças, de seus sorrisos, de seus saberes, de suas lideranças. O inolvidável Sérgio Pires, hoje nome de um anfiteatro, uma minuta de sua peregrinação acadêmica. O seu sorriso sincero e compreensivo, nas jornadas rodoviárias para a Extensão de Três de Maio, onde nosso magistério se apresentava de 15 em 15 dias. De certa forma, nos sentimos, não só nós, mas, muitos amigos, responsáveis por não ressaltarmos as virtudes sãs, permanentemente cristãs de nosso líder. Mas, falar de passado não é fácil, e consideramos necessário recordar e sentir a presença-ausente de nossos amigos.

Quem conhece a Alameda Erb Veleda, sombreada por Pinus, no caminho da Usina de Leite (falarei disso em outro momento, pois há lideranças bem vivas)? Possuía personalidade forte e atuante, deixando o corpo físico na própria academia, nos legando ideais de persistente busca.

E, o Isac Patrício da Silva, que ganhou uma placa de homenagem no Centro de Tecnologia. O convite para ser professor da UFSM foi feito pelo então reitor (José) Mariano da Rocha na porta do elevador da Antiga Reitoria. Fardado, sargento que era da então 9ª CSM, havia feito o Mestrado em Estatística com o então ministro Reis Velloso. Mariano, ao saber disso, trouxe-o ao âmago docente e o designou várias vezes à tarefa em prol da UFSM. Posteriormente, falaremos de Mariano da Rocha.

(A Razão, 09.01.2006)

* SEDUFSM



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