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Os bixos

Por:  Júlio Cezar Colvero*

A nossa cidade engalanou-se com a festa dos “bixos” aprovados em diversos vestibulares realizados. Faixas e felicidades, alegria contagiante, mas também tristeza dos que chegaram perto e não se classificaram. Chamou-nos a atenção, o artigo da professora Rejane Socal Hentschke, de 25 de janeiro, quando cita nosso pró-reitor de graduação da UFSM, professor Jorge Cunha, enfatizando a interdisciplinaridade transformadora, reflexiva e produtora de conhecimentos.

A alegria íntima que sentimos foi gratificante, porque embora não sejamos especialistas na área, sempre nos pautamos a este alvitre. Claro, que não para criar embaraços e rejeições dos eternos usuários dos “manuais”, publicados alhures, ou aqui! Mesmo sem as injunções necessárias para enfrentar os aspectos tecnológicos galopantes, já que tecnologia, gera tecnologia, como afirma Jacques Ellul, em suas publicações.

Deixamos de escrever “Reminiscências II”, para falar deste aspecto, por oportuno e atualíssimo. Nossa experiência, como especialista e técnico de área de atuação na Defesa, nos inspirou sempre a multiplicidade de atividades, com grupos bem menores de pessoas, executando mais tarefas que aqueles que “lhes serviam destinadas pelo ‘manual’”. A utilização de radares de 1ª geração, na época, onde os dados simultâneos eram enviados, e, para isso, transformados em ação, sincronizando movimentos capazes de reflexões imediatas, gerando atitudes postas em prática em ato contínuo.

Ouvimos de muitos vestibulandos, que não foram classificados, que o perfil da prova agradou. Alguns esbarraram na redação. É mister que nos lembremos que nossa língua é a portuguesa, falada em nosso país. Ocorre que os lampejos televisivos e resumos eletrônicos, além do bombardeio, em todas as áreas da língua que se deseja universal, prejudica e empobrece o raciocínio. Alguns interlocutores reclamaram da oferta de vagas em horários distintos, manhã, tarde e noite. Lembramos a todos, as dificuldades de expansão, que embora necessária, tem seus limites. Sem dúvidas, que consultados os órgãos didáticos das áreas da universidade pública, é certo que se apresentarão espaços para novas oportunidades de acesso.

É uma esperança que se manifesta, ensejando a muitos outros acesso à nossa UFSM. A vontade de fazer é manifesta, e transmite que, sem dúvidas, em breve, teremos ampliação em todos os setores, pois “adiante e sempre além”, é o desiderato comum dos idealistas. “Morrem homens, não ideais”. (A Razão, 30.01.2006)

* SEDUFSM



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