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O movimento docente reafirma seus princípios

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

O ANDES-SN completa 25 anos de existência. Criado no final dos anos 70 em meio à grande mobilização dos trabalhadores no Brasil, a criação do nosso sindicato concretizou o projeto de organização dos docentes de todas as Instituições de Ensino Superior (IES) do país. Desde os primeiros eventos nacionais vem atuando na formulação de idéias e ações que valorizem o trabalho docente e a educação superior. Ao fazer o balanço desses 25 anos, neste início de século marcado pela destruição social promovida pelo neoliberalismo, o ANDES-SN volta-se uma vez mais para a reflexão da realidade com o objetivo de construir ações que permitam aos docentes afirmar, como o fizeram, há 25 anos, independentes, autônomos e lutadores.

Reunidos em Cuiabá, de 5 a 10 de março de 2006, os docentes das IES em seu 25° Congresso analisaram a conjuntura nacional e internacional para a atualização do plano de lutas sindical. Nesse sentido, os docentes solidarizaram-se com todos os povos do mundo na luta contra a opressão e declararam a disposição de união aos movimentos organizativos que possibilitem um patamar superior à sociedade. No contexto nacional, os docentes denunciaram as ações criminosas perpetradas pelo governo, que esmagam a maioria da população e ampliam a pobreza. A situação dos docentes das IES também foi analisada e ficou definido como prioridade a luta pela valorização do trabalho docente e das condições em que este se realiza, para que essas instituições sejam capazes de cumprir sua função de atendimento da formação de milhões de jovens brasileiros, bem como de atender aos objetivos próprios na produção cientifica, no ensino e na extensão de qualidade.

O Congresso aprovou ainda a construção, em conjunto com os Servidores Federais uma Campanha Salarial em 2006, reafirmando o compromisso de continuar a luta pela incorporação das gratificações, pela paridade entre docentes da ativa e aposentados, bem como a isonomia entre as carreiras de 1° e 2° graus e de nível superior, com a construção da carreira única. O Sindicato reafirma os princípios que devem orientar a universidade brasileira: a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão e a autonomia como norteadores fundamentais da universidade pública.

(Publicado no Diário de SM no dia 27.03.2006)

* SEDUFSM



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