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“Adiante e sempre além”

Por:  Júlio Cezar Colvero*

Os símbolos não morrem. Estão presentes em nossas mentes e nos transmitem evocações presentes e pretéritas. Assim, ao cumprimentar pessoa que a lembrança definia conhecida, cumprimentei-a. Ao saber de sua presença no órgão que trabalhava cientifiquei-me de sua missão. Aí, exclamei – mas não soube que a turma comemorava aniversário. A resposta veio imediata: “tu não és de nossa turma”. Sim, em determinado tempo, afastei-me para criar, meu plano de carreira. Aí as turmas se sucederam. Quantas seriam aquelas que mais ênfase daríamos para nossas lembranças.

Não esqueci a manifestação brusca, já que em realidade, a “turma” referida à época, possuía status elevado, remanescente ainda no perceber do meu interlocutor. A reflexão nos levou aos idos tempos, no “IEOB” – Instituto de Educação Olavo Bilac – onde tivemos a felicidade de estudar e conhecer vultos magníficos do magistério, além de formar nosso espírito.

Sem dúvidas, como éramos “carentes”, estávamos vinculados à Caixa Escolar, que proporcionava elementos materiais à educação, dos mais necessitados, que eram poucos, já que a “elite” da época estudava ali. Talvez essa tenha sido a lembrança do ex-colega que não nos reconhecia como tal. Pela imprensa, ficamos sabendo dos problemas no Pavilhão de Apoio, do IEOB, vencido pelo tempo e necessitando reformas.

Ora, logo ali, nosso templo cívico, de grandes eventos que nos fazem refletir, daí aproveitando o desprezo manifestado pelo ex-colega, conjuguei os elementos, fazendo minha manifestação pela imediata recuperação do Centro. Aí em relevantes momentos cantamos o hino nacional, para relembrar feitos e glórias, além de materializar nossas responsabilidades. Assim foi, no dia da vitória final dos aliados na Segunda Grande Guerra.

Engalanado para as atividades cívicas, além de abrigar exercícios físicos em dias chuvosos, também ali havia uma cozinha onde a sopa quente era servida a quem dela quisesse. Em outras vezes, frutas. Mas, só os necessitados faziam-se presentes com freqüência. Inolvidável, é a lembrança de Dona Vitória, que com carinho nos recebia e afagava.

Em outras oportunidades faremos a citação de vultos que ali pontificaram. Mas como a matéria tem espaço limitado, entendo que nosso instituto possa ser revigorado imediatamente, pois precisamos dele. Não olvido, na entrada do prédio maior, o bronze lembrando a todos o desiderato do ensino, ali ministrado – “Adiante e sempre além”.

(Publicado em A Razão no dia 29.05.2006)

* SEDUFSM



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