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A esperança está na luta

Por:  Carlos Alberto da Fonseca Pires*

A Seção Sindical dos Docentes da UFSM (SEDUFSM), com faz costumeiramente, a cada dois anos, no mês de junho, renova sua direção executiva e seu conselho de representantes. Nessa oportunidade o grupo “integração” está sendo substituído pelo grupo “resistência e compromisso”, continuando a mesma filosofia de trabalho, mas oportunizando que novas lideranças venham assumir os postos de linha de frente nas lutas em defesa de nossa categoria.

Os dois anos dessa gestão que hora finda foram importantes no processo de mobilização da categoria para participação nas discussões e encaminhamentos das tarefas imediatas do movimento docente, entre as quais pode-se a citar a construção da pauta de reivindicações das campanhas salariais, as discussões sobre as reformas universitária, sindical e trabalhista e a reconstrução da carreira docente. O encaminhamento dessas discussões oportunizou a discussão em grupos de trabalho e assembléias gerais da categoria e, quando oportuno, a articulação com os outros segmentos da universidade. Nesse sentido, foi ampliado o grupo de trabalho de política educacional (GTPE) da SEDUFSM, que em reuniões semanais com representação dos estudantes, servidores e administração da universidade para promover um seminário sobre reforma universitária trazendo a Santa Maria uma representação do MEC, do ANDES, da FASUBRA e da UNE.

A referida articulação de docentes, alunos e servidores construiu o projeto “Repensar a Universidade” com o qual foi possível resgatar parte da história da nossa universidade pela fala de seus ex-dirigentes, pelo depoimento dos estudantes e dos participantes do movimento social. É oportuno destacar o papel da SEDUFSM na comissão de consulta que coordenou o processo de escolha dos dirigentes de nossa universidade. Novos projetos forma criados nessa gestão.

O projeto Cultura na SEDUFSM tratou de temas como o negro, a mulher, meio ambiente, Revolução Farroupilha, perspectivas políticas, concerto de piano além de projeto pauta sindical em conjunto com o Centro de Artes e Letras da UFSM. A seção sindical também promoveu atividades de formação sindical. Ainda podem ser destacadas mobilizações de campanha salarial que inclui a campanha dos ‘porquinhos’ para devolver ao governo o reajuste de 0,1 % que culminou com uma greve de mais de três meses. Não é pouca coisa! Têm-se ainda muitas jornadas pela frente. Mas, há motivos de sobra para comemorar: a garra da militância, a democracia interna, a fidelidade ao sindicalismo classista, a combatividade e resistência do movimento docente. A esperança está na luta. Obrigado ao jornal A Razão pelo apoio prestado.

(Publicado em A Razão no dia 12.06.2006)

* SEDUFSM



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