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30/01/2016   30/01/2016 14h28 | A+ A- | 1258 visualizações

Sindicato aprova maior inserção entre precarizados das IES

Participantes do 35º Congresso decidem por filiação de trabalhadores em situação precária


Tema da precarização gerou um intenso debate na plenária de sexta, no 35º Congresso

A realidade da universidade pública brasileira não é mais a mesma de décadas atrás. Ao longo dos últimos anos, os sucessivos governos têm introduzido no interior das instituições medidas que desvinculam da carreira até então existente, criando diversas formas de trabalho precarizado. No debate ocorrido na tarde de quinta, 28, durante o 35º Congresso do ANDES-N, durante a plenária dedicada ao tema “políticas sociais e plano de lutas”, os participantes decidiram que o Sindicato Nacional e suas seções sindicais têm que incidir de forma mais direta nessa realidade que está posta.

Essa maior inserção do sindicato nessa realidade significa, além de um debate para discutir, por exemplo, a situação do Ensino a Distância (EaD), dos professores substitutos, visitantes, tutores e bolsistas, que se coloque em prática uma campanha de filiação nacional para esses profissionais, que passariam assim a ter uma cobertura política por parte do sindicato, que prestaria o auxílio necessário para que esses grupos possam se organizar na defesa de seus direitos.

João Carlos Gilli Martins, professor da UFSM, conselheiro da Sedufsm e delegado no 35º Congresso, vê com bons olhos a decisão tomada no Congresso de discutir a questão dos trabalhadores precarizados, ao mesmo tempo em que se abre espaço para que eles possam se sindicalizar. “A presença de professores que não fazem parte da carreira concebida pela luta de anos atrás é uma realidade, e o sindicato precisa se adaptar e levar em conta”, diz Martins. Ele também considera fundamental que o sindicato atue na organização dos segmentos precarizados dentro das Instituições de Ensino Superior.

Terceirização

Ao mesmo tempo em que o 35º Congresso do ANDES-SN aprovou o debate sobre a questão da precarização do trabalho docente, os congressistas também deliberaram para que o Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) promova seminários locais, regionais e nacional, com o objetivo de avaliar o processo de terceirização nas IES e propor medidas que assegurem a defesa do concurso público e a defesa da isonomia dos terceirizados.

O 35º Congresso do ANDES-SN  também deliberou que o Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS) realize cursos nacionais de formação sindical – sendo dois no primeiro semestre de 2016 e dois no segundo – para aproximar os docentes e destacar a importância da organização sindical para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Texto e foto: Fritz R. Nunes com informações do ANDES-SN

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 

 



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