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03/02/2016   03/02/2016 17h58 | A+ A- | 1282 visualizações

Delegados da Sedufsm avaliam 35º Congresso

Evento aconteceu de 25 a 30 de janeiro, em Curitiba (PR)


Delegação da Sedufsm presente no 35º Congresso do ANDES-SN, em Curitiba (PR)

Foram seis dias de intensos debates sobre quatro temas principais que guiaram o 35º Congresso do ANDES-SN, que ocorreu de 25 a 30 de janeiro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. A Carta de Curitiba, aprovada já na madrugada do dia 31, sintetizou as deliberações do encontro, que abordou quatro temas principais: “Conjuntura e centralidade na luta”; “Políticas sociais e plano de lutas”; “Plano de lutas dos setores” e “Questões organizativas e financeiras”. A Sedufsm participou do 35º Congresso com oito delegados eleitos em assembleia. Abaixo, uma análise resumida de alguns dos delegados sobre os encaminhamentos do maior evento deliberativo do Sindicato Nacional.

Para Luciano Miranda, professor do departamento de Ciências da Informação, lotado no campus da UFSM em Frederico Westphalen, “o balanço do Congresso é positivo”. Segundo ele, a despeito do não surgimento de temas novos a serem analisados, houve não só um aprofundamento, mas encaminhamentos objetivos e concretos para serem efetivados nos próximos meses. Miranda também destaca “o estabelecimento de uma aliança entre os principais coletivos de professores atuantes no ANDES-SN, para a composição de chapa à nova diretoria da entidade” como um “saldo relevante do evento, pois ante a conjuntura que se nos apresenta, devemos envidar esforços no sentido da unidade dos docentes”.

A busca da unidade entre os professores também é destacada pelo presidente da Sedufsm, professor Adriano Figueiró, que considera que a categoria sai fortalecida do evento de Curitiba. Para Figueiró, duas questões cruciais merecem ser destacadas. A primeira se refere à centralidade da luta para 2016 onde se continuou “apostando no fortalecimento das lutas coletivas dos servidores federais, ao invés de apontarmos exclusivamente para pautas específicas da nossa categoria, que nos levariam a um inevitável isolamento e perda de forças na reivindicação.” Destaca ele também que “embora esta tática não nos tenha permitido vitórias significativas em 2015, não há como negar que resgatamos um processo de organização das categorias que há muitos anos não conseguíamos, e esta unificação das lutas foi, por certo, responsável por não termos sofrido reveses ainda maiores diante de uma conjuntura tão adversa”.

O segundo aspecto destacado por Figueiró é sobre o volume que tem assumido dentro de sindicato o debate da multicampia. Para ele, isso “demonstra claramente que estamos conseguindo fazer frente a esse enorme problema de fragmentação do local de trabalho gerado pela expansão das Instituições de Ensino.” Acrescenta ainda que “temos uma realidade muito variada nesta expansão e mesmo para aqueles campi bastante pequenos e muito distantes, estamos conseguindo aprovar um conjunto de resoluções que nos permitirão levar a luta do sindicato a todos os locais.” O presidente da Sedufsm fecha sua análise dizendo que “a aprovação de novas e pequenas seções é uma prova irrefutável de que nosso sindicato está se fortalecendo cada vez mais”.

A homologação de novas seções sindicais também é citada como fator positivo pela professora Fabiane Costas, lotada no departamento de Fundamentos da Educação e delegada no Congresso. Para ela, isso é um importante contraponto para aqueles que costumam afirmar que o sindicato estaria à beira da extinção.

Renovação dos quadros

A presença de jovens professores entre os delegados do 35º Congresso é enfatizada pelo professor Hugo Blois Filho, do departamento de Arquitetura e Urbanismo e também diretor da Sedufsm. Para ele, no momento em que o ANDES-SN completa 35 anos de vida, a renovação mostra que a entidade tem boas perspectivas de futuro.

Em relação aos temas em debate no 35º Congresso, Blois comenta que “representaram a resistência do sindicato na luta contra a privatização do serviço público, especialmente no que se refere à Ebserh e ao Funpresp.” Para o professor, esses dois temas, embora não sejam novos na pauta de lutas do sindicato, necessitam ser enfatizados, pois representam o maior ataque à autonomia da Universidade e às garantias dos direitos dos trabalhadores.

O delegado Luciano Miranda comenta também que, para além das questões salariais, o Congresso “avançou nas proposições concretas de oposição à Reforma da Previdência e de outros temas que afetam os direitos previdenciários, entre os quais, os fundos de pensão, como o Funpresp”. Para ele, apesar do tempo de duração do Congresso (uma semana), mesmo assim tornou-se insuficiente em face de tantas questões a serem aprofundadas. “A falta de tempo para lidarmos com tudo o que o contexto nos oferece é algo negativo. Por outro lado, é reflexo da complexidade do momento vivido e da plêiade de perspectivas que devem ser enfrentadas. Assim, a título de exemplo, a realidade da multicampia ao passo que se tornou fato reconhecido por todos, não logrou suficiente concretude nas propostas de incidência sobre as condições de trabalho e de infraestrutura tal como a havida em outros temas abarcados pelo evento”, finaliza Miranda.

Gênero e raça

Para a professora Fabiane Costas, um dos temas em debate no 35º Congresso e que merece reflexão é o que se refere às cotas. “Apesar das cotas serem uma pauta defendida pelo ANDES-SN, ainda me parece um ponto que necessita permanente debate, tendo em vista as manifestações ainda observadas quando Textos de Referência (TRs) a respeito vinham para discussão e deliberação nas plenárias”.

Fabiane destaca também “o acirrado e qualificado debate sobre questões de gênero como um dos pontos positivos”. Para ela, outro ponto que ainda carece de maior debate para que exista uma ação mais ou menos uniforme é a forma de tomada de decisões em assembleias em um contexto de expansão e multicampia. A delegada da Sedufsm ressalta como fato positivo a ampliação da participação e das reivindicações dos setores das instituições de ensino estadual e municipal. “Há um incremento qualitativamente e quantitativamente na presença dessas universidades no congresso”, frisou.

A professora cita ainda como aspectos positivos as questões de infraestrutura e organização que a UFTPR ofereceu para que o congresso transcorresse a contento. “Para além das questões infraestruturais, cabe destaque aos momentos culturais e aos que privilegiaram a saúde docente”, comenta. 

Para Fabiane, outras deliberações que merecem ser ressaltadas são as que tratam da “modificação do regimento da Apruma (Maranhão) sobre as suas assembleias em contexto de multicampia”; a “elaboração de uma cartilha para realização de pesquisa sobre saúde docente proposta pela Sedufsm (que já havia realizado um “piloto” a respeito) e a Apufpr que sediou em 2015 um evento para debater tal temática” e a “campanha de filiação massiva e intensificação dos debates na IFES sobre o trabalho precarizado, que envolve professores substitutos, tutores de EaD, bolsistas -docentes orientados; a elaboração de um dossiê sobre a Ebserh e a publicação de um número da revista Universidade e Sociedade que debaterá exclusivamente questões de gênero”.

Participação expressiva

Getúlio Lemos, diretor da Sedufsm e também delegado junto ao 35º Congresso, analisa positivamente, em primeiro lugar, o número de participantes (foi um dos de maior presença dos últimos anos). “Foi expressivo não apenas pela participação, mas também pelo conteúdo do debate”, frisa ele. Para Lemos, a categoria docente sai fortalecida dos debates. “No 35º Congresso do ANDES-SN, a categoria se fortaleceu porque obteve êxito organizativo e político. As propostas de ação foram consistentes em seu conteúdo e abrangência, abrindo caminhos a partir de decisões firmes e seguras tanto no que se refere aos compromissos profissionais de cada docente como na dimensão mais ampla da sociedade brasileira”, conclui.

Edição e foto: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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