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13/03/2017   13/03/2017 17h55 | A+ A- | 609 visualizações

Movimentos sociais abrem a voz na universidade

Representantes estiveram em debate da Frente em Defesa da Autonomia e Democracia na UFSM


Representações de cerca de 10 entidades estiveram em debate na UFSM na manhã desta segunda-feira

Um momento raro na manhã desta segunda 13, no auditório da Multiweb (prédio 67), no campus da UFSM em Camobi. Representações dos movimentos sociais participaram de um debate chamado pela Frente Universitária em Defesa da Autonomia e da Democracia na UFSM, cujo objetivo era o de justamente dar voz a esses segmentos, para que pudessem manifestar as suas opiniões sobre a universidade no contexto atual. Conforme um dos responsáveis pela organização da atividade, professor Adriano Figueiró, foram convidadas aproximadamente 30 entidades para o debate, pois no entendimento da Frente, é fundamental ouvir os movimentos para ter clareza sobre o que a sociedade espera da universidade, assim apresentando subsídios para a construção de um projeto diferenciado para a instituição.

E o que mais se ouviu ao longo dos relatos foi em relação ao que foi considerado um distanciamento da universidade em relação aos movimentos sociais, mas especialmente no que se refere à população mais pobre, que vive na periferia. Para alguns dos que fizeram o seu depoimento, e que teve a concordância de alguns professores, há um verdadeiro “abismo” entre a instituição e a sociedade. Uma das críticas levantadas, por exemplo, pelo professor João Heitor Macedo, é de que, por mais que na UFSM se diga que a instituição foi uma das primeiras a executar as políticas de ações afirmativas, com o estabelecimento de cotas para negros, na prática, o racismo, segue acontecendo, sem que a universidade se empenhe a ter ações para evitar não somente o racismo, mas também o machismo e a homofonia possam ser combatidos de forma eficaz.

Na mesma linha, representantes de movimentos como o Levante Popular da Juventude, Coletivo Afronta e Coletivo Voe ressaltaram que se a universidade avançou bastante com as cotas, com a autorização para uso do ‘nome social’, entretanto, a instituição ainda carece de recursos para a assistência estudantil no caso da permanência daqueles que entram pelo sistema de cotas. Tanto no que se refere às cotas, como em relação ao combate ao machismo e à homofobia, segue a resistência em sala de aula, com a disseminação do preconceito. Estudantes reclamaram também que se sentem desamparados em relação à atual diretoria do DCE no que se refere a esses temas.

Em sua manifestação, Carlos Pires, diretor da Sedufsm, enfatizou que o sindicato docente sempre foi e continua sendo um grande parceiro para discutir todas as formas de opressão, bem como no que se refere à construção de um projeto de universidade que esteja centrado no apoio às classes menos favorecidas e aos trabalhadores em geral.

Conselho Popular e plenária

Na segunda intervenção que fez, após a fala dos representantes dos movimentos, o professor Adriano Figueiró elogiou a qualidade e o ineditismo das discussões realizadas. Propôs ainda a criação de um Conselho Popular dos Movimentos Sociais dentro da UFSM.  A diretoria do Centro de Educação, professora Helenise Sangoi Antunes, sugeriu também a documentação de todos os relatos que aconteceram.

Também foi anunciado durante o encontro desta manhã, que haverá no próximo sábado, 18 de março, às 9h, uma plenária popular da Frente em Defesa da Autonomia e da Democracia na UFSM. A atividade ocorrerá em frente ao gramado do Espaço Multiuso.

Participantes

Estiveram na atividade desta manhã, Aline Lauermann, do Levante Popular da Juventude; Patrick de Souza, do Coletivo ‘Voe’; Rosa Guidolin, do Movimento Brasileiro de Educadores Cristãos (Mobrec); Bibiana Brondani, do projeto Esperança/Cooesperança; Leonardo Utzig da Silva (Coletivo Afronta); Cesário Tenates e Jonatas Benites (alunos indígenas da etnia Guarani na UFSM); Sheila Ruwer (docente da escola indígena Guarani, na antiga área da Fundae, no Distrito Industrial); Nilda Ribeiro, moradora da Nova Santa Marta e militante do Movimento Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM); Natana Diska ( grupo de agroecologia Terra Sul) e Carlos Pires (diretor da Sedufsm).

O que é a Frente?

Criada em dezembro de 2016, logo após o término da greve contra a PEC 55, que suscitou muitos debates e indignações dentro da instituição, a Frente é uma iniciativa coletiva que pretende reunir os três segmentos e ser polo de defesa de um grande projeto de universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada – entre outras bandeiras.

Texto e fotos: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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