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16/03/2017   16/03/2017 15h43 | A+ A- | 1542 visualizações

Marcha em Santa Maria diz NÃO à Reforma da Previdência

Centenas de pessoas participaram do ato, que integrou Dia Nacional de Lutas


Ato reuniu diversas categorias de trabalhadores e, também, a juventude

Era por volta das 17 horas quando centenas de trabalhadores e estudantes, antes reunidos na praça Saldanha Marinho, tomaram as ruas da cidade para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que institui a contrarreforma da Previdência. E justamente por ser um projeto que afeta a todos os trabalhadores, eram diversas as categorias presentes à manifestação – professores federais, municipais, estaduais, trabalhadores dos correios, da Corsan, bancários, técnico-administrativos em educação da UFSM (TAEs) e estudantes eram apenas alguns dos segmentos que encorparam a manifestação da última quarta-feira, 15 de março, Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações. A perspectiva é de construção de uma greve geral para barrar as contrarreformas em curso.

Categoria que deflagrou greve na quarta, os professores também trouxeram para a manifestação a contrariedade às medidas do governo estadual, liderado por José Ivo Sartori. O fechamento de escolas é uma dessas ações criticadas pelos educadores. Maíra Couto, professora estadual e representante do coletivo Alicerce, diz que a mobilização não concerne apenas à categoria, mas afeta a toda a população. “Lutamos por uma escola que não precise ter greve para ser de qualidade e para pagar os salários de seus professores no final do mês”, diz.

Enquanto a marcha passava na rua André Marques, próxima à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a servidora TAE Loiva Chansis destacou que a ‘PEC da Morte’ – referindo-se à proposta de contrarreforma da Previdência – não atinge apenas aos servidores públicos, mas a todos os trabalhadores e, também, à juventude, que terá de começar a trabalhar aos 16 anos se quiser ter acesso à aposentadoria. “Uma greve geral é a única forma de barrarmos esses ataques”.

A manifestação desta quarta foi organizada pela Frente em Defesa do Serviço Público em Santa Maria, formada por diversos sindicatos e movimentos sociais da cidade.

Em todo país, protestos levaram às ruas a indignação dos trabalhadores com as maldades em curso. Na Avenida Paulista, em São Paulo, foram estimados 150 mil manifestantes, e diversas categorias paralisaram as atividades – a exemplo dos metroviários e dos rodoviários.

Decisão vitoriosa

Ainda na quarta-feira, exatamente no Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência, uma decisão da juíza Marciane Bonzanini, da 1ª Vara Federal de Porto Alegre, suspendeu imediatamente a campanha publicitária do governo em favor da PEC 287. Segundo a juíza, nas propagandas há uso inadequado de recursos públicos e desvio de finalidade. Para ela, as peças publicitárias passam a mensagem de que “caso não seja aprovada a reforma proposta, o sistema previdenciário pode acabar”, restringindo-se a “trazer a visão dos membros do partido político que a propõe”.

A decisão da juíza foi uma resposta à ação civil pública apresentada à União por sete sindicatos de trabalhadores do Rio Grande do Sul, que consideram a propaganda governamental carente de caráter educativo ou informativo.

(Confira mais fotos abaixo, em anexo).

Texto e fotos: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



Fotos



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